Duelo François D´Haene-Jim Walmsley na Western States 100 Mile Endurance Run marca desde já 2018

Considerada a “mãe das corridas de 100 milhas”, a Western States 100 Mile Endurance Run tem já um encontro de gigantes em 2018: a estrela norte-americana Jim Walmsley e o francês François D´Haene, atual vencedor do UTMB.

 

Uma das provas mais importantes do Trail mundial, a Western States 100 Mile Endurance Run é uma “instituição” da modalidade nos Estados Unidos. Por isso, e depois de revelar a terceira participação de Walmsley na prova (corredor que tem participações bastante singulares nas duas vezes que esteve presente na corrida), a revelação de que D´Haene estará na linha da meta da prova de 100 milhas (160 km) em 2018 é só por si um dos motivos de maior interesse do próximo ano no Mundo da Corrida, num duelo que vai opor duas culturas e posturas distintas no Trail, um duelo entre Estados Unidos e Europa que já está a levantar enorme expetativas no outro lado do Atlântico.

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De referir que D´Haene já participou da Western States 100 Mile Endurance Run, concretamente em 2015. Apesar de estar nas primeiras posições durante cerca de 100 km, o gaulês acabou por ceder na parte final e terminou numa dececionante 14.ª posição, como o próprio admitiu, embora, mais tarde, tenha reconhecido como positiva a sua participação.

«Aprendi inúmeras lições com aquela corrida», afirmou há tempos.

De referir que D´Haene e Walmsley correram este ano o Ultra Trail Mont Blanc, com o gaulês a honrar os corredores europeus, ao alcançar a vitória (19h01m54), enquanto o norte-americano alcançou o quinto lugar (20h11m38).

Entre outros nomes na prova masculina, destaque para o norueguês Didrik Hermansen, segundo em 2016, e o também gaulês Erik Clavery.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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