Dylan Bowman admite que sentiu medo no recorde das 55 milhas da Lost Coast Trail

Dylan Bowman alcançou o melhor tempo das 55 milhas (88 km) da Lost Coast Trail, na costa Norte da Califórnia, em mais um desafio Fastest Known Times (FKT) de um ultramaratonista, uma das “modalidades” mais em voga no Mundo do Trail. No entanto, o norte-americano revelou que sentiu medo em alguns momentos.

 

O facto curioso da Lost Coast Trail é que, aquando da maré alta, o seu trajeto desaparece, já que é tomado pelo mar. Por isso, Dylan Bowman foi obrigado a “correr contra a maré”, num percurso considerado pelos praticantes de Trail de uma extrema dificuldade, além de ser de difícil acesso.

Dylan Bowman na Lost Coast Trail
Dylan Bowman na Lost Coast Trail

O seu tempo final foi de 11h12, superando o melhor tempo do percurso, que estava na posse de Rickey Gates, em cerca de 1h30. De referir que o mesmo Gates acompanhou Bowman na segunda parte do desafio, num enorme gesto de desportivismo.

 

«Calcular o tempo para evitar a maré alta é algo intrigante. Em alguns pontos não tive mais remédio do que subir nas rochas e atravessar a base dos penhascos, sendo, por vezes, atingido pelas ondas. Não vou mentir, senti medo.»

Bowman revelou ainda outros detalhes da sua travessia, segundo o site da Red Bull.

«A solidão e a beleza do percurso são algo irresistíveis. Colocaria a Lost Coast Trail na mesma categoria das rotas icónicas, uma excursão obrigatória para os corredores de Trail com espírito de aventura.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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