Os conselhos e o estado do Trail segundo Tiago Cantante Romão

Tiago Cantante Romão fez a sua estreia no Mundial de Trail no Trail Sacred Forests. O português deixa agora 10 conselhos para quem deseja correr esta emblemática prova, realizada em Itália, além da sua opinião sobre a modaliadade no nosso país.

 

Como analisa a modalidade no nosso país? Chegou a hora de dar o “pulo” ou teme que “estacionemos” no atual momento? O que é preciso melhorar urgentemente para não ficarmos para trás?
Dado o recente “boom” do Trail em Portugal, penso que é importante existir agora uma fase de “estacionamento”, para que possa existir uma consolidação da modalidade sob pena do “castelo se desmoronar”. O crescimento tem de ser sustentado e neste momento considero existirem provas a mais. Não é viável que pequenas serras tenham três, quatro ou mais provas por ano. Nem de um ponto de vista organizativo, competitivo ou de sustentabilidade da Natureza. Depois, é preciso que o Trail se torne cada vez mais uma modalidade familiar, isto é, que não venha só o atleta participar, mas também toda a sua família para a montanha, assistir à prova, bater palmas e participar na festa da modalidade. As provas precisam de público.

 

Tiago Cantante no Mundial de Trail
Clique na foto e leia a entrevista completa

 

Os dez conselhos de Tiago Cantante Romão para correr o Trail Sacred Forests

 

1. Planear a viagem com antecedência – existem poucos alojamentos em Badia Prataglia, além de que os aeroportos são todos um pouco longe, ou seja, é preciso ver bem qual a melhor opção. De alojamento posso recomendar o Bosco Verde, que serviu de quartel general à comitiva nacional nas 2 estadias;

2. Ir com tempo – Itália é um mundo, não vais conseguir fazer apenas a prova e voltar para casa, existe tanta coisa para visitar…;

3. Treinar subidas longas – a prova é composta por 3000 metros D+ divididos por 4 subidas apenas;

4. Treinar ritmos elevados – a prova, apesar de dura, tem partes muito rápidas e é preciso estar preparado;

5. Boa hidratação – o tempo quente pode estar presente, mesmo que apenas em parte da prova, dado ser uma floresta com bastante humidade. É fácil perder-se muitos líquidos;

6. Boa gestão de eletrólitos – pela mesma razão da hidratação. Lembrar que, no suor, não se perde só água;

7. Aproveitar os monumentos – a floresta está repleta de monumentos históricos, basta estar atento;

8. Apreciar a floresta – a floresta onde a prova decorre é magnifica e imponente;

9. Cuidado na descida final – os últimos 5 km da prova de 50 km são sempre a descer até ao centro de Badia Prataglia, sendo que o cansaço acumulado pode levar a alguma queda mais aparatosa;

10. Beber uma boa cerveja e comer uma pizza mesmo junto à meta – é a melhor forma de repor as energias

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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