Christophe Nonorgue fixa novo recorde de desnível positivo num só dia

Christophe Nonorgue acaba de tornar-se no corredor de montanha a cumprir o maior desnível positivo num só dia. O suíço somou um total de 13.659 metros, em 23h50.

A marca de Nonorgue vem destronar o resultado conseguido pelo francês Benoît Girondel, que, em março último, conseguiu somar, no mesmo traçado, 12.870 metros de desnível positivo, embora com um tempo de 22h55.

Le Dernier Survivant, ou em português “O Último Sobrevivente”, é uma corrida que tem lugar na Floresta de Chaumot, perto da cidade suíça de Neuchâtel. Cumprida num traçado de 3,25 km, a prova apresenta como dificuldade acrescida um desnível positivo de 386m, sendo que, uma volta ao percurso, é feita em cerca de 30 minutos.

Para conseguir bater o recorde do maior desnível positivo somado num só dia, Nonorgue foi obrigado a cumprir 35 voltas ao traçado, num total de 114,3 km.

Escolha do traçado por
Christophe Nonorgue não foi inocente

A opção pelo Le Dernier Survivant não foi, no entanto, inocente, pois esta é uma corrida com as características indicadas para este tipo de feitos. Ou seja, uma subida de 1,25 km com uma pendente de 32,5%, além de uma descida de 1,98 km e 19% de pendente.

O dissipar das dúvidas acabou por acontecer, com o corredor suíço a derrubar o recorde de Girondel por 789 metros.

Os tempos das 35 voltas de Christophe Nonorgue
Os tempos das 35 voltas de Christophe Nonorgue

A importância de um plano bem delineado por Christophe Nonorgue

O plano delineado por Christophe Nonorgue acabou por resultar na perfeição: o suíço começou o desafio às 12h00, abasteceu-se invariavelmente no final de cada volta para não ter de carregar comida e ainda contou com o apoio moral de cerca de 15 amigos e corredores locais, durante algumas partes da corrida.

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“A minha ideia inicial era fazer as primeiras voltas em cerca de 35 minutos para, depois, ir aumentado o tempo pouco a pouco, até fixar-me nos 50 minutos por volta. A verdade é que acabei por fazer as primeiras passagens em ceca de 32 minutos por volta, com 21 minutos na subida, 11 minutos na descida e tempos insignificante no reabastecimento“, revelou Christophe Nonorgue, obviamente feliz com a sua estratégia, que acabou por ditar o novo recorde.

Os números de Christophe Nonorgue
Os números de Christophe Nonorgue
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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