Barkley Marathons ganha mais uma vez ao homem

Considerada uma das mais difíceis corridas do Mundo, a edição deste ano da Barkley Marathons manteve a tradição, ou seja, ninguém terminou a prova. Desde 1986, aquando da sua primeira edição, apenas 15 atletas conseguiram a proeza de cruzar a meta. E, este ano, 40 tentaram…

No total, a Barkley Marathons apresenta 160 km, divididos em cinco voltas de 32,2 km no Frozen Head State Park, com um desnível positivo de 20 mil metros. O desafio de todos os atletas é terminar a prova em 60 horas, embora haja sempre tempos de corte a cada volta, num percurso novo a cada edição e sem marcações.

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Este ano, a prova ficou marcada pelas condições meteorológicas nada amigáveis para os atletas, com chuvas fortes, granizo e fortes alterações de temperaturas, o que fez com que, logo na primeira volta, 17 corredores tenham ficado pelo caminho.

O mais resistente foi o dentista Karel Sabbe, que lutou contra a natureza durante 40 horas, completando quatro das cinco voltas do programa.

Além do belga, também Greig Hamilton, Guillaume Calmettes, Tomokazu Ihara, Johan Steene e Jamil Coury conseguiram concluir a denominada Fun Run, as três primeiras voltas em 28 horas.

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Um curto documentário explica o fascínio e a dureza da Barkley Marathons

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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