Dois terminam a prova mais dura do mundo mas um é desclassificado devido a seis segundos

Considerada por muitos a mais dura prova de Trail do Mundo (14 corredores terminaram a prova em três décadas de existência), a Barkley Marathons, nos Estados Unidos, tem um novo vencedor, John Kelly, que terminou a corrida em menos de 60 horas (160 km). Outro atleta também teve a honra de chegar ao fim, mas, como chegou seis segundos depois do estipulado, foi desclassificado…

 

A Barkley Marathons realiza-se sempre no dia 4 de abril, Dia de Martin Luther King nos Estados Unidos. A corrida presta uma homenagem ao líder negro, reeditando a fuga protagonizada por James Earl Ray em 1977 após fugir da prisão estatal Brushy Mountain. Quem foi James Earl Ray? Sim, o assassino de King…

Disputada desde 1986, os corredores da Barkley Marathons (que tem uma versão mais curta, de 100 km) devem dar cinco voltas a um percurso com um desnível de 16500 metros, sem ajuda de GPS, apenas com uma bússola.

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John Kelly, que participou pelo segundo ano na prova realizada no parque estatal Frozen Head, foi o herói deste ano, terminando a prova em 59h30m53. No ano passado, o vencedor deste ano abandonou a corrida na quarta volta. Kelly é o 15.º corredor a terminar a Barkley Marathons, o que demonstra a dificuldade da corrida, uma das mais desejadas dos ultra-maratonistas dos Estados Unidos e um pouco por todo o mundo.

 

O drama da prova deste ano aconteceu a Gary Robbins, que, desorientado, chegou seis segundos depois do tempo limite, sendo de imediato desqualificado.

Até hoje, apenas um corredor terminou a prova por mais de uma vez, concretamente em 2012, 2014 e 2016: Jared Campbell.

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Refira-se por último que James Earl Ray deambulou por 55 horas no parque onde é realizada a Barkley Marathons.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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