André Rodrigues: «Tenho um sonho: um dia poder apresentar-me em condições num Mundial»

O português André Rodrigues foi o melhor português no Mundial de Trail que foi realizado este sábado. Mesmo com sérios problemas físicos…

 

«I did it…

Já me apresentei em topo de forma em muitas provas em que, a primeira adversidade, desistia.

Hoje, com dor desde o quilómetro zero que piorou a cada passo, falhando um abastecimento, desidratado, rebentado e depois de 43 dias sem poder treinar normalmente, cheguei ao fim.

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Não corro para ser o melhor português numa prova destas, trocava isso por uma melhor prestação coletiva, mas obrigado a todos pelo vosso carinho e mensagens», escreveu André Rodrigues na sua página do Facebook. «Estou feliz por me ter superado mentalmente, espero que seja um ponto de viragem».

André Rodrigues espera realizar um Mundial em boas condições físicas

André Rodrigues confessou que a sua prestação no Mundial de Penyagolosa poderá o ter «condicionado o resto da sua época». Mas há esforços que valem a pena… O português revelou ainda um dos seus desejos:

«Tenho um sonho: um dia poder apresentar-me em condições num Mundial. E vou lutar por ele!»

Como era de esperar, André Rodrigues agradeceu ainda os companheiros de seleção, «que tiveram de levar com o meu espírito mais down por não estar bem. Mas que sempre me apoiaram».

André Rodrigues agradeceu o apoio dos seus companheiros de seleção
André Rodrigues agradeceu o apoio dos seus companheiros de seleção

No final, uma revelação:

«Agora vou ter de parar uns tempos para me pôr bom. Mas voltarei, como sempre!»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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