Finisher do UTMB não deixou de amamentar o seu filho em plena prova

Na última edição da mítica UTMB, um acontecimento marcou e continua a marcar o Mundo do Trail e do desporto em geral: a de Sophie Power a amamentar o seu filho, em plena prova. A imagem da atleta continua a receber, ainda hoje, quase três semanas depois do sucedido, uma imensidão de “likes” na página oficial da Strada.

 

Mãe mas também desportista. A imagem de Sophie Power, de 36 anos, a amamentar o seu filho de três meses é um exemplo para milhões de atletas do sexo feminino, que lidam com o seu papel materno sem esquecer ou abandonar o seu papel desportivo.

Na exigente UTMB, em pleno Mont Blanc, com os seus cerca de 170 km e 9500 metros de desnível positivo, Power terminou a prova em 43h33m09 (a vitória na prova feminina foi da italiana Francesca Canepa, com 26h03m48), mas isso não significou que tenha descurado do seu papel de mãe, como comprova a foto que podemos ver no Instagram do Strava.

 

Ao jornal HuffingtonPost, Power revelou que amamenta Cormac a cada três horas. No UTMB, amamentou o seu filho antes da saída. Feito que repetiu após 16 horas de prova, em Courmayeur, na Itália.

«Tirava leite com a mão sempre que podia durante a corrida (…) Quando cheguei a Courmayeur, tinha os peitos cheios. Ou seja, foi um alívio ver o meu filho, ver que ele estava com fome e feliz (…) Nunca tinha passado tanto tempo sem o ver.»

Corredora desde 2009 e mãe de dois filhos, Power teve a ajuda preciosa do seu marido no UTMB, sempre presente nos abastecimentos. Nas duas vezes em que esteve grávida, jamais deixou de treinar, contrariando inclusive alguns conselhos médicos.

«Durante a gravidez diziam para levantar as pernas e estar tranquila, já que fazer qualquer coisa poderia ser perigoso. Esta não é a melhor forma para prepararmos a maternidade. Estar em forma, saudável e forte é muito importante e deveria ser algo básico para as grávidas.»

Power revelou ainda o seu objetivo para a UTMB, essencialmente três:

«O primeiro era passar um bom momento na montanha, ter um pouco de descanso e voltar a fazer o que mais gosto; o segundo foi chegar a Courmayeur; e o terceiro, se possível, concluir a corrida, mas jamais sendo uma obsessão.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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