Vencedor da Maratona de Boston Yuki Kawauchi vence Ultra-Maratona de 71 km

O japonês Yuki Kawauchi continua a assombrar tudo e todos. Após vencer a Maratona de Boston e ter corrido depois quatro Meias-maratonas em três semanas, o ainda atleta amador participou e venceu a Ultra-Maratona Yatsugatake Nobeyama, em Nagano, no Japão. No total, 71 km e com recorde da prova…

 

Yuki Kawauchi já era uma referência no Japão, mas, desde a sua surpreendente e inesperada vitória em Boston, numa das provas mais emblemáticas do Atletismo mundial, a “loucura” pelo atleta no país virou idolatria.

O mais recente feito do nipónico ocorreu na Ultra-Maratona Yatsugatake Nobeyama, com o empregado público de Saitama a vencer a prova com o tempo 4h41m55, novo melhor tempo da corrida, menos seis minutos do que o anterior registo, que já não era superado desde 2002.

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O domínio de Kawauchi foi absoluto, já que o segundo colocado da prova terminou a exigente corrida em 5h11m43, ou seja, cerca de 30 minutos depois do novo astro japonês, que, no dia 2 de junho, voltará a correr uma Maratona, desta vez em Estocolmo.

 

No entanto, como preparação, Kawauchi participará em mais uma Meia-maratona, concretamente a Iwate Kinshuko. Todavia, duas semanas depois da Maratona de Estocolmo, nova Ultra-Maratona, desta vez a Okinoshima 50 km Ultramarathon, em Shimane… 

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Ao vermos a altimetria da prova, podemos comprovar que os últimos 21 quilómetros são bastante complicados, já que os atletas têm de superar um desnível positivo de 250 metros. Nada que impedisse Kawauchi de conquistar mais uma vitória na sua singular carreira.

Altimetria da Ultra-Maratona Yatsugatake Nobeyama
Altimetria da Ultra-Maratona Yatsugatake Nobeyama
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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