Temperatura de -13º não impede recorde mundial de Yuki Kawauchi na Maratona

Com uma sensação térmica a rondar os 23 graus negativos, o japonês Yuki Kawauchi ganhou a Maratona do Ano Novo de Marshfield e começou 2018 com um recorde mundial, já que é o corredor com mais Maratonas terminadas com um tempo inferior a 2h20.

 

O nipónico, atleta amador, terminou a Marshfield New Year’s Day Marathon em 2h18m59, superando o anterior recorde do norte-americano Doug Kurtis. Agora, Kawauchi, que correu 12 Maratonas em 2017, apresenta 76 Maratonas com um tempo inferior a 2h20, uma marca realmente impressionante, um caso único no desporto mundial.

O objetivo de Kawauchi era concluir a Meia-maratona em 1h09, mas, devido ao tempo, acabou por concluir os 21 km em 1h10m29, o que dificultou os seus planos, sendo obrigado a realizar uma segunda metade mais forte do que imaginava.

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No final da corrida, Kawauchi, que correu pela primeira vez com camisola e calções compridos, admitiu que esta foi uma das corridas mais duras da sua carreira.

«Aos 5 km já estava sozinho. Estava tanto frio que não conseguia mover as pernas. Foi a primeira vez na minha carreira que pensei: “O que estou a fazer aqui?”»

 

Yuki Kawauchi correrá este ano a Maratona de Boston

O nipónico afirmou depois que, felizmente, a temperatura subiu um pouco e finalmente conseguiu encontrar o seu ritmo. No entanto, aos 40 km, o recorde mundial esteve em causa, já que as projeções davam o término da corrida em 2h20. Os últimos 2,195 km foram portanto a “puxar”, tendo em vista superar a marca de Doug Kurtis, um dos objetivos de sempre da carreira de Kawauchi.

 

World Record set today in Marshfield! Elite marathon runner, Yuki Kawauchi broke the world record for the most sub-2:20:00 marathons (76). He ran 2:18:58 today, in single digit weather at the Marshfield New Years Day Marathon. Pretty incredible!!!

Publicado por Michael Vitelli em Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2018

 

«Pensei que, aos 21 km, não iria conseguir alcançar o tempo que desejava, pelo contrário, pensei que correria a minha Maratona mais lenta de sempre. Mas cheguei ao fim, um modo de agradecer aos organizadores e as pessoas de Marshfield, que tiveram muito trabalho para organizar tudo para mim. Tive assim de fazer de tudo para cumprir a minha palavra. Estas foram definitivamente as condições mais frias que corri. Depois disto acredito que conseguirei um bom registo na Maratona da Antártida

Esta foi a quinta Maratona nas últimas oito semanas de Kawauchi, que correrá a sua próxima no dia 18 de fevereiro, a Kitayushu Marathon. Em março, o corredor amador estará na Wan Jin Shi Marathon e, em abril, a Maratona de Boston.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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