Wilson Kipsang queria o recorde do mundo mas acabou por desistir na Maratona de Tóquio

Wilson Kipsang era a grande figura da Maratona de Tóquio. Antes da corrida, o queniano revelou que se apresentava na prova tendo como objetivo o recorde do Mundo. Na corrida, desistiu após 50 minutos…

 

«O meu objetivo é o recorde do Mundo. Se a temperatura estiver em condições, a chave estará na segunda parte da corrida. Quero passar a Meia-maratona em 61m40. No ano passado passei em 61m22, que foi um pouco ambicioso», afirmou Kipsang antes da corrida.

O problema é que o queniano não chegou nem aos 21 quilómetros, terminando a sua corrida após 49 minutos, cerca dos 16 quilómetros. Recorde-se que o melhor tempo de Kipsang é 2h03m13 e o recorde do Mundo, na posse de Dennis Kimetto, é de 2h02m57 (Berlim 2014).

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Com a desistência de Kipsang, o caminho ficou aberto para o compatriota Dickson Chumba, que terminou a corrida em 2h05m30. Saliência, na prova masculina, para o japonês Yuta Shitara, com 2h06m11, recorde nacional do Japão e da Ásia (o anterior era de 2h06m16, que estava na posse de Toshinari Takaoka, em Chicago 2002). No terceiro lugar da classificação ficou outro queniano,  Amos Kipruto, com 2h06m33.

Na prova feminina, vitória para a etíope Birhane Dibaba, com 2h19m51, recorde pessoal. Atrás, a sua compatriota Ruti Aga, com 2h21m19. No último lugar do pódio, nota para a norte-americana Amy Cragg, com 2h21m42, que também alcançou o seu melhor tempo de sempre. A melhor atleta local foi Hiroko Yoshitomi, sexta colocada, com 2h30m16.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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