Vera Nunes foi a mulher que mais correu na Wings for Life World Run

A portuguesa Vera Nunes foi a grande vencedora este ano da Wings for Life World Run. No masculino, destaque ainda para outro português, Luís Pereira, que venceu a etapa em Taiwan.

 

Em Munique, Vera Nunes correu 53,78 km, alcançando com essa marca o melhor registo mundial deste ano da Wings for Life World Run.

«No dia de hoje, só podia dedicar esta vitória à minha mãe. Feliz dia, mãe», escreveu Vera Nunes na sua conta do Facebook. «É o que acontece quando tens um treinador mais louco do que tu», escreveu ainda a portuguesa, agradecendo António Sousa, que, mais uma vez, esteve ao lado de Vera Nunes em Portugal.

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Entretanto, o nosso país alcançou outra vitória, em Taiwan, concretamente com Luís Pereira, que correu 58 quilómetros.

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Luís Pereira não escondeu a sua felicidade

«Esta vitória é de todos os meus amigos! Especialmente para uma, para a minha mãe! Obrigado por tudo! Obrigado mãe! Não estava preparado para correr com tanto calor e tanta humidade, mas fiz a minha prova, à portuguesa, de faca nos dentes, com cabeça. Passei para a frente aos 35 km e por lá fiquei até bater o recorde do percurso! Sabia que ia ganhar! Obrigado ao meu treinador Nogueira da Costa e à minha companheira de viagem/vida, Betinha Pereira! Estamos juntos!», escreveu o português.

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Este ano, o vencedor masculino da Wings for Life World Run foi o norte-americano Aron Anderson, que correu 89,85 km.

Wings for Life World Run não tem meta fixa

A Wings for Life World Run tem como objetivo apoiar a Fundação Wings for Life, que procura angariar fundos para a investigação científica e encontrar a cura para as lesões na espinal medula, patologia que afeta mais de três milhões de pessoas em todo o mundo. A prova não apresenta uma distância fixa. Em vez da tradicional linha de meta, os atletas são perseguidos por um Carro Meta, que arranca meia hora depois da partida.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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