Vento causa surpresas na Meia-maratona de Lisboa

Numa prova marcada pelo forte vento, e alguma chuva em determinados momentos, a Meia-maratona de Lisboa ficou marcada pela surpresa, fruto dos inesperados triunfos do queniano Erick Kiptanui e da etíope Etagegne Woldu.

 

Como todos previam, o forte vento marcou a edição da Meia-maratona de Lisboa, assim como a chuva em alguns períodos do trajeto, embora, felizmente, sem a tempestade prevista pelas previsões mais negativas.

Seja pelo vento ou não, a verdade é que a corrida ficou marcada pelas surpresas, já que, tanto na prova masculina como na feminina, os vencedores não eram os esperados.

Nos homens, numa prova bastante competitiva, com um lote de cerca de 15 atletas a correr sempre junto, o que causou inclusive uma queda e uma escaramuça e empurrões entre os atletas, o vencedor foi o queniano  Erick Kiptanui, com 1h00m05. Atrás ficaram Yohanes Gebregergish, com 1h00m16, e Munene Gachaga, com 1h00m17.

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Nota também para o recordista do Mundo da distância, Zersenay Tadese, registo alcançado precisamente em Lisboa, em 2010, com o tempo de 58m23. Hoje, o eritreu terminou na quinta posição, com o tempo de 1h00m29. A qualidade da prova ficou marcada pelo Top 12, com todos os 12 atletas a terminarem a corrida nos 60 minutos. Provavelmente, e apesar do vento, esta foi uma das melhores Meias-maratonas de sempre a nível mundial.

«Estou muito feliz. Foi muito complicado alcançar o triunfo devido as condições atmosféricas. Em termos de objetivos pessoais, não consegui o meu objetivo, esperava um tempo melhor, mas era impossível com este vento. Foi preciso puxar mais devido ao tempo», afirmou Kiptanui.

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Feliz também estava Etagegne Woldu, a primeira etíope das três que ocuparam o pódio. A segunda surpresa do dia, fruto da sua juventude e falta de experiência na distância, terminou a corrida com o tempo de 1h11m27, novo registo pessoal (o anterior rondava os 75 minutos). Atrás ficaram Belainesh Oljira, com 1h11m29, e Helen Tola, com 1h11m33.

A melhor atleta não africana foi a colombiana Kellis Arias, nona colocada, com 1h15m27.

«A vitória foi muito importante e ajuda-me para as próximas competições importantes. Evidentemente que o vento, muito forte, sentiu-se muito na corrida», afirmou Etagegne Woldu.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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