Etiópia supera o Quénia na temporada de Inverno da Maratona

Apesar da forte concorrência e do eterno confronto pelo domínio da Maratona, a Etiópia foi mais forte na temporada de Inverno europeu da distância, obtendo a liderança dos 42,195 km, tanto no masculino como no feminino. Que venha a temporada rainha da Maratona, a Primavera, com provas em Londres, Roma, Roterdão, Paris, Hannover, Boston e Madrid, por exemplo…

 

Nos homens, Mosinet Geremew sustenta a melhor marca do ano até ao momento, com o tempo de 2h04m00, tempo obtido na Maratona de Dubai, no passado dia 26 de janeiro. O atleta é o primeiro etíope do Top 10, que apresenta mais seis atletas oriundos da Etiópia, do segundo ao sexto colocado.

O primeiro maratonista não etíope é o queniano Dickson Chumba, vencedor da Maratona de Tóquio, com 2h05m30, em fevereiro. O primeiro atleta não africano é o japonês Yuta Shitana, segundo colocado na Maratona de Tóquio, com 2h06m11. O nipónico ocupa o nono lugar. Já o primeiro europeu, na 29.ª posição, é o espanhol Javi Guerra, quarto na Maratona de Sevilha, com 2h08m36, também em fevereiro.

Em termos de marcas, a melhor Maratona foi a de Dubai, que obteve as sete melhores marcas do ano, enquanto a Maratona de Tóquio obteve os melhores tempos da oitava a 12.ª posição.

Etiópia lidera também nas mulheres

Nas mulheres, a líder mundial é a etíope Roza Dereje Bekele, que ganhou no Dubai com o registo de 2h19m17. As atletas da Etiópia ocupam os oito primeiros lugares do ano, sendo a norte-americana Amy Cragg, terceira em Tóquio (2h21m42), a ser a responsável pela “quebra” do domínio africano.

LEIA TAMBÉM
O Top 7 masculino e o Top 6 feminino mais rápido de sempre na Maratona?

A melhor europeia é a finlandesa Anne-Marie Hyryläinen, 13.ª colocada no Dubai com 2h28m53 (ocupa a 54.ª posição do ranking deste ano).

Como acontece no masculino, a Maratona do Dubai detém as seis melhores marcas da temporada no feminino, o que comprova que, no Inverno europeu, é a melhor escolha para quem pretende obter grandes marcas nos primeiros três meses do ano.

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos