Terceiro lugar em Chicago é sinónimo de 763 mil euros para Suguru Osako

O britânico Mo Farah alcançou a sua primeira vitória na Maratona, e logo em Chicago, uma das seis melhores Maratonas do Mundo, e com recorde europeu. No entanto, quem tem motivos para estar feliz é o japonês Suguru Osako, terceiro colocado, que levou para casa cerca de 765 mil euros.

 

Sir Mo Farah, campeão olímpico dos 5.000 e 10.000 metros e tricampeão mundial nas duas distâncias, alcançou o tempo de 2h05m11, novo recorde europeu (o anterior registo era de 2h05m48, do norueguês Sondre Moen, alcançado em 2017).

Na sua quarta maratona (as anteriores foram toda em Londres: desistiu em 2013; oitavo em 2014, com 2h08m21; terceiro em 2018, com 2h06m21), o britânico mostrou que muito provavelmente vai obter na estrada a grandeza que alcançou nas pistas. Para já, soma com uma vitória na World Marathon Majors, evento que reúne as seis melhores maratonas do Mundo.

O milionário Suguru Osako

Notícia da Maratona de Chicago também foi o japonês Suguru Osako (2h05m50), terceiro colocado, atrás de Farah e do etíope Mosinet Geremew (2h05m24). O tempo do nipónico significou o melhor tempo asiático de todos os tempos. Ao superar o anterior registo do seu país, que era de 2h06m11 (Yuta Shitara, na Maratona de Tóquio deste ano), Osako, com apenas 27 anos, receberá cerca de 763 mil euros da National Corporate Federation of Japan. O maratonista revelou ainda na conferência de imprensa que vai entregar ao seu treinador, Pete Julian, cerca de 90 mil euros do total desse prémio.

Recorde-se que, com o intuito de alcançar bons resultados nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a federação nipónica lançou o Project Exceed, que pretende fazer com que o Japão seja novamente uma das principais nações da distância, algo que aconteceu nas décadas de 1940, 1950 e 1960 (em 1966, por exemplo, 15 dos 17 melhores tempos da Maratona pertenciam a corredores japoneses).

A estreia de Osako na Maratona aconteceu em 2017, na Maratona de Boston, quando alcançou um surpreendente terceiro lugar, com 2h10m28. No mesmo ano, alcançou 2h07m19, na Maratona de Fukuoka.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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