Sara Meloni, de 7 anos, correu os 10 km em 44m44

Com apenas 7 anos, Sara Meloni (18 de janeiro de 2012) alcançou o recorde europeu dos 10 km da sua categoria. Ou melhor, entre os 6 e 13 anos, ninguém corre tão rápida a distância como a italiana.

Após brilhar no ano passado na BiBi com seis anos (50m01), era com enorme expetativa que todos aguardavam novamente a participação de Meloni na prova, mais uma vez correndo ao lado do seu pai, o treinador Piernicola Meloni.  «A criança que corre», como é conhecida na sua cidade, em Borghetto Santo Spirito, não desiludiu e acabou por correr os 10 km da prova em 44m44, terminando a corrida na terceira posição da classificação geral feminina (34.ª da geral), à frente de muitos adultos…

Sara, também atleta da Marcha, já revelou que o seu sonho é competir nos Jogos Olímpicos, mas a verdade é que muitos colocam em causa a sanidade do que alcança nas corridas, pois muitos especialistas defendem que não é próprio para a sua tenra idade, apesar da italiana ser acompanhada por médicos e pelos pais, também eles amantes da Corrida.

É normal a pequena Sara participar em várias provas em Itália, mas também já correu em Espanha e Inglaterra, por exemplo. E a verdade é que não encontra adversárias à altura das suas capacidades, como aconteceu na recente Bibi.

Com o registo de 44m44, a italiana superou o recorde da sueca Midea Allard, que era de 47m58, alcançado em 2015. Este registo acabou por superar inclusive os tempos de Allard aos 8 e 9 anos. E, até os 13 anos, não há registos de alguma criança ter corrido tão rápido a distância de 10 km…

A classificação de Sara Meloni
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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