São Silvestre de São Paulo vai atacar os “pipocas”

Prova mais tradicional de fim de ano, a São Silvestre de São Paulo vai restringir ao máximo os “pipocas”, ou seja, corredores que não se inscrevem na prova, mas que a correm mesmo assim.

 

No ano passado, devido ao excesso de “pipocas”, faltou água e fruta para os corredores mais atrasados do pelotão, o que causou uma série de críticas à organização, que, este ano, prometeu ser mais duras com os corredores sem dorsal.

Segundo o regulamento da São Silvestre de São Paulo, «a prova oferecerá infraestrutura (apoio médico, acessos, hidratação, lanches) para o número oficial de inscritos», não sendo no entanto disponibilizados «recursos extras para atletas que não estejam oficialmente inscritos».

 

São Silvestre de São Paulo é a prova mais famosa do Brasil
São Silvestre de São Paulo é a prova mais famosa do Brasil

 

O principal objetivo da Fundação Cásper Líbero, responsável pela corrida, é “limpar” o seu nome, que ficou severamente manchado em 2016, já que a São Silvestre de São Paulo, corrida de fim de ano de 15 km, é provavelmente a corrida mais famosa do Brasil no estrangeiro.

São Silvestre de São Paulo foi inspirada numa corrida francesa

Como é habitual, a edição deste ano ocorre no último dia de 2017, 31 de dezembro. A prova feminina começará às 8h40 e a masculina vinte minutos depois. As inscrições já estão abertas. O limite de participantes é de 30 mil atletas, número que ano após ano esgota antes do período do término das inscrições.

Recorde-se que a primeira edição da São Silvestre de São Paulo aconteceu a 31 de dezembro de 1925, um ano após o jornalista Cásper Líbero ter regressado de França, onde presenciou uma corrida noturna. Até 1988 a prova foi sempre realizada à noite, entre 1989 e 2011 à tarde e, desde 2012, de manhã. Os 15 km foram implementados em 1991, não sofrendo mais alteração.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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