Samuel Barata conquista o título do Campeonato Nacional de Estrada

Numa luta de titãs com o sportinguista Rui Pedro Silva, o benfiquista Samuel Barata conquistou este sábado, no Estádio do Jamor, em Oeiras, o título do Campeonato Nacional de Estrada.

 

Numa grande corrida tática, com ataques constantes, Benfica e Sporting ofereceram este sábado um grande espetáculo. Logo na partida, os corredores tiveram conhecimento de que o percurso seria alterado devido as más condições do tempo, que obrigaram os atletas a subir o Alto da Boa Viagem. Outro fator negativo para os corredores foi o vento, na parte final.

Em relação a corrida em si, o duelo foi sempre entre Benfica e Sporting, com Rui Pedro Silva a responder a todo o momento os ataques dos seus rivais do Benfica.

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Um dos ataques que dividiu o pelotão foi protagonizado por João Pereira, do triatlo, que, aos 5 km, registava o tempo de 14m35. No entanto, na subida ao Alto da Boa Viagem, o triatleta quebrou e Rui Pedro Silva imprimiu um ritmo mais forte, sendo acompanhado apenas por Samuel Barata e Rui Pinto, também do clube da Luz.

Os três acabaram por lutar pelo triunfo, com Samuel Barata, profundo conhecedor do Jamor, a conseguir a necessária vantagem precisamente no último dos 10 km totais, alcançando mais uma vez uma importante vitória na sua carreira.

O benfiquista terminou em primeiro com o tempo de 29m36, um triunfo que pareceu não acreditar, colocando as mãos na cabeça após cruzar a meta. Atrás ficaram Rui Pedro Silva (29m43), grande dinamizador da prova, e Rui Pinto (29m48).

Em equipas, que contabiliza os quatro primeiros atletas de cada clube na classificação geral, o clube vencedor foi o Sporting (não vencia desde a primeira edição, em 1990), impedindo deste modo o sexto título coletivo dos encarnados, que ficaram em segundo. Na terceira posição ficou o Sporting de Braga.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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