Os incríveis números da Maratona de Tóquio

A Maratona de Tóquio ficou marcada pelos excelentes resultados da prova masculina, principalmente dos atletas locais. Por exemplo, Yuta Shitara, segundo colocado, alcançou o recorde asiático da distância, levando para casa um cheque de cerca de… um milhão de euros (com todos os prémios incluídos).

 

Yuta Shitara, o novo herói japonês
Yuta Shitara, o novo herói japonês

O recorde da Maratona no Japão, de 2h06m16, era de Toshinari Takaoka, tempo obtido em Chicago há 16 anos. Em 2015, um conjunto de empresas resolveu criar um prémio tendo em vista a superação do registo, oferecendo 100 milhões de ienes (cerca de 800 mil euros) para quem superasse o tempo. Foi o que aconteceu no último domingo, com Yuta Shitara, de 26 anos. Mas também o treinador do japonês foi contemplado, recebendo cerca de 380 mil euros.

Poucos acreditaram que tal seria possível, já que, até o quilómetro 35, o novo recordista asiático ocupava a sétima colocação. No entanto, nos últimos sete quilómetros, Shitara realizou uma prova de recuperação impressionante e termino a corrida com o tempo de 2h06min11. O japonês, que detém a melhor marca na Meia-maratona (1h00m17), ficou apenas atrás do queniano Dickson Chumba, com 2h05m30, vencedor da prova pela segunda vez.

96,3% dos participantes terminaranm a Maratona de Tóquio

Mas não foi apenas Shitara que alcançou bons resultados. No total, mais cinco atletas japoneses correram a prova abaixo das 2h09: Hiroto Inoue (2h06m54), Ryo Kineme (2h08m08), Chihiro Miyawaki (2h08m45), Kenji Yamamoto (2h08m48) e Yuki Sato (2h08m58).

Mas há mais: no total, 43 atletas locais correram a distância em menos de 2h20m00 (3m19/km), dos quais 19 abaixo das 2h17m30 (3m15/km) e nove abaixo das 2h10m00 (3m04/km). No total, e segundo a organização da Maratona de Tóquio, terminaram a prova cerca de 96,3% dos participantes, números realmente impressionantes.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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