O Top 7 masculino e o Top 6 feminino mais rápido de sempre na Maratona?

O impensável aconteceu na Maratona do Dubai, com sete etíopes a terminarem a prova com um tempo inferior a 2h05. O vencedor foi Mosinet Geremew, com recorde da prova. No feminino, também houve recorde, com seis atletas etíopes no Top 6.

 

Mosinet Geremew, de 25 anos, terminou a corrida em 2h04m00, menos dois segundos que o seu compatriota Leul Gebrasilase. Com este tempo, o vencedor da prova deste ano registou a melhor marca da corrida, que tinha sido alcançada no ano passado pelo também etíope Tamirat Tora, com 2h04m11.

De referir que Geremew melhorou o seu tempo pessoal em 2m21 (na Meia-maratona, o seu registo pessoal é de 59m52). Uma corrida realmente fantástica, como podemos ver nos tempos alcançados pelos sete primeiros colocados, todos oriundos da Etiópia:

1) Mosinet Geremew, 2h04m00/61m38 + 62m22 (PB: +2m12) 
2) Leul Gebresilase, 2h04m02 (estreia)
3) Tamirat Tola, 2h04m06 (PB: +0s05)
4) Asefa Mengstu: 2h04m06 (PB: +4m35)
5) Sisay Lemma: 2h04m08 (PB: +1m08)
6) Birhanu Legese: 2h04m15 (estreia)
7) Seifu Tura: 2h04m44 (PB: +4m42)

De referir que mais três etíopes ocuparam as posições seguintes, fechando deste modo o Top 10:

8) Yenew Alamirew, 2h08m56
9) Mekuant Ayenew, 2h09m20
10) Berhanu Teshome, 2h10m27

Roza Dereje estabelece o recorde da Maratona do Dubai

Na prova feminina, seis atletas etíopes alcançaram os seis primeiros lugares, com o triunfo a pertencer a Roza Dereje, que alcançou um novo recorde na corrida: 2h19m17 (também alcançou recorde pessoal). 

Eis os tempos:

1) Roza Dereje, 2h19m17/ 70m07 + 69m10 (PB: +3m26)
2) Feyse Tadese: 2h19m30 (PB: +0m57)
3) Yebrgual Melese: 2h19m36 (PB: +3m15)
4) Worknesh Degefa: 2h19m53 (PB: +2m43)
5) Haftamnesh Tesfay: 2h20m13 (estreia)
6) Gelete Burka: 2h20m45 (PB: +5m18)

No Top 10 feminino, nove etíopes. Desi Jisa (também nasceu na Etiópia mas representa o Bahrein desde 2015), com o tempo de 2h24m05 (oitava colocada), foi a única atleta “estrangeira” no Top 20 masculino e feminino da Maratona do Dubai, que, esta sexta-feira, provavelmente tornou-se a prova mais rápida da História das Maratonas, numa corrida realmente apaixonante para os amantes da modalidade.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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