Teremos hoje recordes do Mundo no Mundial de Meia-maratona em Valência?

O Mundial de Meia-maratona realiza-se hoje, sábado, em Valência. A expetativa é enorme, já que muitos acreditam que os recordes do Mundo podem cair, principalmente o masculino, na posse do eritreu Zersenay Tadese desde 2010 (58m23, em Lisboa).

 

O maior Mundial de Meia-maratona de sempre (teremos o melhor?). No total, a prova da IAAF reunirá a maior presença de atletas de elite de sempre. No total, 315 oriundos de 87 países (o anterior registo era de 256 e 56, respetivamente). Na prova masculina teremos 176 atletas, na prova feminina há 139 corredoras inscritas.

Devido ao seu percurso plano e bastante rápido, muitos especialistas acreditam que os recordes do Mundo, tanto o masculino como o feminino, poderão ser superados: nos homens, Zersenay Tadese correu a Meia-maratona de Lisboa de 2010 em 58m23; nas mulheres, numa prova mista, a detentora é a queniana Joyciline Jepkosgei, com 1h04m51. Já numa prova exclusivamente feminina, o recorde está na posse da holandesa Lornah Kiplagat, com 1h06m25 (Udine, 2007).

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Em relação aos melhores tempos do ano, o queniano Bitan Karoki é o atual líder mundial, com 58m42, registo alcançado na Meia-maratona dos Emirados Árabes Unidos, prova que também estabeleceu a melhor marca do ano no feminino, na posse da compatriota Fancy Chemutai, com 1h04m52.

Se houver recorde do Mundo, os vencedores receberão cerca de 64850 euros

Os vencedores do Mundial da Meia-Maratona receberão 24300 euros. Caso haja recorde do Mundo, o/a atleta levará ainda para cada um cheque de 40550 euros. No entanto, de salientar que, na prova feminina, o registo a superar é o de Kiplagat e não o de Jepkosgei, já que, hoje, a prova feminina terá uma corrida própria.

Os atuais detentores do título são os quenianos Geoffrey Kingsang Kamworor (59m10) e Peres Jepchichir (1h07m31), campeões há dois anos em Cardiff, no País de Gales.

O percurso da Meia-maratona de Valência. Clique na imagem para ver o trajeto em 3D
O percurso da Meia-maratona de Valência. Clique na imagem para ver o trajeto em 3D

Numa prova que teve a sua primeira edição em 1992, o vencedor com mais títulos é precisamente o atual recordista do Mundo, Tadese, que venceu em 2006 (numa edição com um percurso de 20 km), 2007, 2008, 2009 e 2012. No feminino, cabe a holandesa de origem queniana Kiplagat a honra de sustentar mais vitórias, concretamente em 2006, 2007, 2008 e 2010.

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Em relação a Portugal, o nosso país organizou a prova há 15 anos em Vilamoura, com a participação de 171 atletas oriundos de 49 países. Na ocasião, os vencedores foram o queniano Martin Lel, com 1h00m49, e a britânica Paula Radcliffe, com 1h07m35.

O nosso país conquistou o único título em 1993, por Conceição Ferreira, com o tempo de 1h10m07. A portuguesa superou a japonesa Mari Tanigawa, com 1h10m09, e a queniana Tegla Loroupe, com 1h10m12. Em termos de títulos, Quénia tem sete campeãs mundiais e 12 campeões do Mundo.

De referir que Espanha recebe o evento pela segunda vez no historial da prova, a primeira foi em 1996, em Palma de Maiorca. A próxima edição do Mundial de Meia-maratona será realizada daqui a dois anos, em Gdynia, na Polónia.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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