Brasil “abdica” da Ultra Trail Mont Blanc pela Mizuno Uphill Marathon

Com os olhos do Mundo colocados nas provas da Ultra Trail Mont Blanc, na América do Sul, concretamente no Brasil, os olhos estão colocados na Mizuno Uphill Marathon, que decorre no dia 2 de setembro na estrada da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, considerada uma das mais bonitas do Mundo.

 

Realizada desde 2013, rapidamente a Mizuno Uphill Marathon alcançou um lugar de destaque no calendário de provas da América do Sul, fruto da sua enorme dificuldade. No total, o evento apresenta três provas: Uphill 25k (600 atletas), Uphill Marathon 42k (900 atletas) e Samurai Battle (Uphill 25k + Uphill Marathon 42k, com 50 vagas).

«A Uphill é um ritual de passagem. Os participantes entram corredores e saem ninjas, verdadeiros guerreiros», afirmou à imprensa brasileira o responsável de marketing desportivo da Mizuno, Eduardo Oliveira.

 

 

Este ano, cerca de 13 mil atletas lutaram por um lugar no evento, com um desnível positivo de 1450 metros e com mais de 280 curvas ao longo do percurso, três quartos para o mesmo lado, uma procura que comprova a importância que a prova alcançou em apenas cinco edições, sendo hoje considerada a prova de estrada mais difícil do Brasil e da América do Sul. 

Uma das principais dificuldades da prova é evidentemente o declive principal do trajeto, principalmente nos últimos 15 km, em especial destaque nos 8 km finais, o que provoca uma enorme quantidade de abandonos (no ano passado, o número foi de 42%).

Os loucos de hoje são as lendas de amanhã na Mizuno Uphill Marathon

Outra dificuldade, além do desnível, é a diferença de temperaturas. Na partida, a média é entre 20/25 graus; na meta, entre 5/10 graus. Essa diferença no termómetro acaba por exigir uma preparação bastante cuidada por parte dos atletas.

Não é por acaso portanto que o lema da corrida consegue definir muito da dificuldade que a Mizuno Uphill Marathon apresenta (em português do Brasil):

«Hoje os que te chamam de louco, amanhã irão te chamar de Lenda

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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