Desvendado o maior mistério da Maratona de Tóquio

No último abastecimento da Maratona de Tóquio, o segundo colocado, o japonês Yuta Shitara, colocou um “estranho objeto” no seu braço. Durante dias, os japoneses e o Mundo quiseram saber o seu significado. O nipónico finalmente respondeu…

 

Num programa de televisão, Shitara, o novo ídolo japonês após ter superado o recorde do país na Maratona, revelou que tinha sido a sua irmã a criar o “estranho objeto”, parecido com um suporte para smartphone.

Shitara disse que não tinha intenção de o usar, mas que, durante a corrida, mudou de opinião porque queria que a sua família terminasse com ele a Maratona de Tóquio.

Shitara desvenda o mistério
Shitara desvenda o mistério

Durante o programa, o nipónico revelou algumas ideias que tem sobre a corrida, assim como dos treinos.

Shitara frisou, por exemplo, que não faz treinos com mais de 30 quilómetros e não realiza treinos em altitude. Acredita ainda que poderá correr mais rápido entre um e dois minutos e que não estava preocupado com o tempo na Maratona de Tóquio, apenas concentrado em ganhar. Confidenciou também que, após a prova, foi detetada uma fratura de stress que não foi completamente tratada, como era de esperar.

As ideias de Yuta Shitara sobre a corrida

O novo recordista japonês da Maratona disse ainda que correr muitos quilómetros na preparação de uma Maratona é algo do passado. «Hoje há muito mais opções e apenas tens de descobrir o que melhor funciona para você», afirmou. «Por exemplo, três dias antes de uma Maratona, eu sempre faço um treino entre 25-30 quilómetros.»

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Entretanto, e depois de ganhar 100 milhões de ienes (cerca de 800 mil euros) por ter alcançado o recorde nacional do Japão com 2h06m11, Shitara soube que poderá ganhar novamente a mesma quantia caso, na Maratona de Berlim, no dia 16 de setembro, consiga registar um novo melhor tempo do país, já que o conjunto de empresas que criou o apetecível prémio resolveu repetir o desafio.

Certamente um excelente incentivo a mais para Shitara correr os tais um, dois minutos mais rápido, como admitiu na entrevista.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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