Dubai: Molla com a melhor estreia de sempre da Maratona (mas a prova feminina também foi histórica…)

Getaneh Molla foi o nome do dia na Standard Chartered Dubai Marathon. Vencedor da prova masculina, o etíope registou a melhor marca da corrida, além de ter colocado o seu nome no livro dos recordes por ter alcançado o melhor tempo de sempre de um atleta numa estreia na Maratona.

 

Molla surpreendeu os favoritos e terminou a corrida com o tempo de 2h03m34 (1h01m43 na Meia-maratona. O objetivo era passar a 1h01m30), menos 26 segundos do que o até então melhor tempo da prova (alcançado em 2018), sexto melhor tempo de sempre na distância.

A prova ficou decidida nos 700 metros finais, quando finalmente Molla conseguiu se distanciar do compatriota Herpasa Negasa, que terminou em segundo com o tempo de 2h03m40 (o seu melhor tempo era de 2h09m14…). O pódio ficou complete com o também etíope Asefa Mengstu, com 2h04m24. O grande objetivo dos organizadores da Maratona do Dubais foi assim alcançado, concretamente uma prova Sub-2h04, colocando de vez a prova no calendário mundial das grandes provas tendo em vista a obtenção de recordes mundiais.

Prova feminina da Maratona do Dubai repete feito da Maratona de Londres 2017

Na prova feminina, o triunfo foi para Ruth Chepngetich, com 2h17m08, menos 87 segundos que o seu melhor tempo pessoal, novo recorde da corrida (menos 2m09) e terceiro registo de sempre da história da Maratona, apenas atrás de Paula Radcliffe (2h15m25) e Mary Keitany (2h17m01).

Com lebres masculinas, o pelotão feminino passou pela Meia-maratona em 1h08m10 (o objetivo era passar a 1h09m30…), mas, aos 30 (1h37m16) e aos 35 (1h54m00), apenas duas mulheres lutavam pelo triunfo, Chepngetich e a vencedora de 2017, Worknesh Degefa. A primeira “apertou” nos quilómetros finais e acabou por ganhar a corrida, oferecendo ao Quénia um triunfo no local que não acontecia desde 2006. Degefa, com 2h17m41, obteve o quarto tempo de sempre da Maratona. No terceiro lugar do pódio ficou também a etíope Worknesh Edesa (2h21m05). De referir que apenas a Maratona de Londres de 2017 teve duas mulheres com tempos inferiores a Sub-2h18…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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