Morte de Matt Campbell do MasterChef na Maratona de Londres desperta onda solidária

Finalista do MasterChef britânico do ano passado, Matt Campbell morreu após um ataque cardíaco na Maratona de Londres. A comoção da sua perda causou uma onda de solidariedade em prol da fundação The Brathay Trust, que já recebeu 100 mil euros de apoio financeiro.

 

Matt Campbell, de 29 anos, costumava correr em homenagem ao seu pai, que morreu em 2016, e, nas suas provas,  tinha como objetivo obter fundos em prol da fundação The Brathay Trust, organização benéfica localizada em Cumbria, de onde era natural o ex-Chef britânico.

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Após a sua inesperada morte na Maratona de Londres no último domingo, mais de 6.300 pessoas fizeram questão de apoiar a instituição, que tem como missão melhorar a vida de crianças, jovens e famílias. Segundo a The Brathay Trust, uma das ações que mais entusiasmava Matt Campbell era apoiar jovens cozinheiros que tinham como objetivo ingressar na indústria da culinária.

Matt Campbell tinha como objetivo apoiar jovens com problemas de saúde mental

Na página da entidade, podemos ler que Matt Campbell foi «um grande defensor» da Brathay Trust, numa relação que começou em 2015, após o pai do jovem inscrever ele e o irmão na ASICS Windermere Marathon.

Matt Campbell era uma pessoa muito querida na Grã-Bretanha
Matt Campbell era uma pessoa muito querida na Grã-Bretanha

«Com a morte prematura do pai, em 2016, Matt resolveu conhecer melhor o trabalho da Brathay Trust e, com a sua família, decidiu arrecadar fundos para o Martin Campbell Memorial Fund. O objetivo era apoiar jovens com problemas de saúde mental. Conseguiram arrecadar mais de 16 mil euros, que tem sido usado para apoiar os jovens através dos nossos programas residenciais. Matt tinha como objetivo correr a sua terceira Windermere Marathon no mês que vem, novamente tendo como objetivo arrecadar fundos para a Brathay Trust.»

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A instituição escreve ainda que o finalista do MasterChef «foi uma inspiração única, uma pessoa positiva cujo entusiasmo e amor pela vida tocou milhares de pessoas. Durante o tempo que passamos com Campbell, todos fomos afetados pela sua personalidade e talento únicos. (…) Estamos atónitos e maravilhados com as palavras e demonstrações de amor e apoio que estamos a receber na sua página Just Giving, criando deste modo um legado duradouro que nos permite alcançar muito mais jovens.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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