Breaking2: cinco razões para estar acordado às 4h45 e talvez ver a História a acontecer

Um dos grandes desafios do Atletismo mundial, correr a Maratona em menos de duas horas poderá em breve ser uma realidade, um feito que está a ser comparado, se tal acontecer, ao alcançador por Roger Bannister, que, há 63 anos, correu a milha (1,61 km) em menos de quatro minutos. Sábado poderá acontecer História!

 

Acordar às 4h45 para ver uma Maratona? Sim, acordar às 4h45 para ver uma Maratona, que poderá, pela primeira vez, terminar em menos de duas horas. Aqui ficam cinco motivos para este programa imperdível da próxima madrugada…

1. Retirar 2m58 ao recorde do Mundo
Ao olharmos para os registos mundiais, foram precisos 16 minutos para o recorde do Mundo baixar cerca de três minutos, concretamente de 2h06m05 para 2h02m57, atual marca, obtida em 2014.
Como disse há anos Carl Lewis, «há muitas coisas que podem acontecer num período de duas horas em comparação a uma corrida de 10 segundos». Já o medalhista olímpico Galen Rupp (bronze no Rio de Janeiro em 2016) defendeu que «não é normal correr tão rápido durante tanto tempo» (o seu melhor tempo é 2h10m05), embora o norte-americano defenda que o registo cairá um dia. Será no sábado?

2. Um dos desafios míticos do Atletismo
«A maratona é o gigante do running», afirmou Bernard Lagat (prata e bronze nos Jogos Olímpicos). A marca de duas horas está a ser comparada ao feito alcançado por Roger Bannister há 63 anos, quando correu a milha em menos de quatro minutos, algo impensável até então.
«É um desafio único porque a Maratona é um evento que todos têm capacidade de participar», salienta Lewis, palavras secundadas por Joan Benoit-Samuelson, a primeira campeão olímpica da Maratona, que refere que o running é um idioma universal. «Dependerá dos atletas deste desafio, em particular de Kipchoge, Tadesa e Desisa, ter esse dia único e especial, em que tudo corre como o esperado

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3. Um recorde que impulsiona outros
«Breaking2 fez-me pensar sobre os limites que posso colocar a mim próprio e como os posso superar», defende Rupp. O projeto serve de inspiração para milhares de atletas, sejam eles profissionais ou amadores. Como disse Lagat, «tenho um novo desejo de superar o recorde dos Estados Unidos nos 10.000 metros».
No entanto, é Benoit-Samuelson quem resume como ninguém Breaking2:
«Superar uma barreira que parece impossível romper dá-me motivação para alcançar qualquer meta. Este desafio serve de inspiração a qualquer pessoa que sinta paixão pelo que faz

4. Correr em menos de duas horas poderá alterar o running para sempre
«Se alguns destes atletas conseguir correr em menos de duas horas, abrirá as portas da Maratona como fez Roger na milha», refere a recordista do Mundo, Paula Radcliffe (2h15m25). «Muitos pensavam que era impossível correr uma milha em menos de quatro minutos e agora há adolescentes a correr a distância nesse tempo. É apenas necessário que aconteça uma vez para que o mundo acredite que é possível», acrescenta Rupp.

5. O Mundo do Running unido por uma marca
Breaking2 tem como objetivo correr a Maratona em menos de 2h00, mas pretende principalmente comprovar mais uma vez como o potencial humano transcende muitas vezes os limites do impossível (???), unindo todos num único feito.
«Breaking2 é uma oportunidade para demonstrar que, com esforço, vontade e determinação, além do apoio de todos, tudo é possível», conclui Radcliffe.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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