Circuito de Monza escolhido para correr a Maratona em menos de 2h00

A Nike escolheu o circuito de Monza, em Itália, para alcançar um dos sonhos do Atletismo: correr a Maratona em menos de duas horas. O dia em concreto ainda não foi escolhido, mas o desafio deverá acontecer nas duas primeiras semanas de Maio.

 

O denominado projeto “Breaking2” já tem finalmente um mês escolhido. Após a revelação de que a Nike estava a preparar atletas para correrem a Maratona em menos de duas horas, muitos aguardavam com expetativa o dia do desafio. Apesar de ainda não haver uma data definitiva, pelo menos já sabemos que será em maio.

Eliud Kipchoge (Quénia), Lelisa Desisa (Etiópia) e Zersenay Tadese (Eritreia) são os atletas escolhidos pela Nike. Os três vão procurar baixar o tempo na Maratona em menos de duas horas, algo jamais alcançado pelo homem.

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Os três correrão a denominada pista Junior, com 2,4 quilómetros. A pista onde habitualmente decorre o Grande Prémio de Fórmula 1 é realizada num traçado de 5793 metros (há ainda outra pista, de 4,2 km, hoje em desuso. De referir ainda que, nos primórdios da F1, era utilizado um percurso de 10.000 metros…).

Monza acolherá o desafio correr a Maratona em menos de duas horas
O circuito de Monza é um dos locais míticos do desporto motorizado

Conhecido como a Catedral da Velocidade, o circuito de Monza sustenta no seu curriculum o recorde da volta mais rápida da F1, concretamente 247,586 km/h de média.

Agora resta saber se Kipchoge, Desisa ou Tadese conseguirão superar um dos sonhos do Atletismo há muitos anos: correr a Maratona em menos de duas horas.

Como curiosidade, refira-se que o recorde do Mundo da distância está na posse do queniano Dennis Kimetto: 2h02m57 na Maratona de Berlim, a 28 de setembro de 2014. A segunda marca mais próxima das duas horas é de Kenenisa Bekele, com 2h03m03, também alcançado na cidade alemã.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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