Cerca de 10 mil estrangeiros na Maratona e Meia-maratona de Lisboa

Agendada para domingo, a Maratona e Meia-maratona de Lisboa superou o seu recorde de participação estrangeira, com o responsável pela organização, Carlos Móia, a revelar que correrão pelas ruas de Cascais, Oeiras e Lisboa cerca de «10.000 atletas estrangeiros».

 

Logo no início da conferência de imprensa, e depois de confessar que já não sabia o que dizer após «cerca de 300 conferências de imprensa», Carlos Móia fez uma ressalva e comunicou que a Maratona de Lisboa está agendada para às 8h00 e não para às 8h30, «como muitos acreditam e já ouvi e li» (a Meia-maratona começa às 10h30).

Depois, o presidente do Maratona Clube de Portugal, que revelou estar com problemas de garganta, adiantou os números da prova principal, a Maratona, que este ano terá 6.400 atletas (5300 no ano passado), «um recorde do evento, uma prova de que estamos no bom caminho». Já a Meia-maratona juntará 20 mil participantes.

«Um dado interessante a salientar é que muitos dos estrangeiros levantaram os seus dorsais na quinta-feira, um hábito que antes não acontecia, já que chegavam na sexta-feira», ressaltou o dirigente na conferência de imprensa. 

Como era de esperar, Carlos Móia mostrou a sua satisfação pela chegada das duas principais provas do evento (há ainda a Mini-maratona, com chegada no Parque das Nações) ocorrer na Praça do Comércio, «com os corredores a passarem pelo Arco da Rua Augusta (…) As corridas terminarão num sítio mais nobre, o que contribui para dignificar as provas, que afunilavam muito na zona da Expo».

Os nomes da Maratona e Meia-maratona de Lisboa

Em relação ao cartaz desportivo da prova, destaque para o queniano Edwin Koech e os etíopes Seboka Dibaba Tola e Abhra Asefa, na prova masculina, e a queniana Sarah Chepchirchir, vencedora da edição de 2016 com o recorde da competição, de 2h24m13.

«Estou cá para dar o meu melhor e voltar a vencer», garantiu a campeã de 2016.

Chelimo, campeã do Mundo da Maratona, correrá a Meia-maratona de LisboaChelimo, campeã do Mundo da Maratona, correrá a Meia-maratona de LisboaNo masculino, o desafio dos três favoritos é superar o recorde da prova, que pertence a Samuel Ndungu, com 2h08m21, um tempo alcançado há três anos.

Ao que tudo indica, tanto no feminino como no masculino poderão ocorrer melhores registos, já que a organização idealizou um percurso mais plano e rápido, embora muito do que poderá acontecer dependa do vento que se fará sentir na Marginal e no Guincho.

Entre os portugueses, os nomes mais sonantes são Ricardo Ribas e Doroteia Peixoto, que este ano venceu a Maratona de Dusseldorf com um novo máximo pessoal, de 2h23m00 (leia aqui).

Por último, saliência para a ex-queniana Rose Chelimo (tem agora a nacionalidade do Barhain), campeã mundial da Maratona em Londres no último mês de agosto mas que, em Lisboa, correrá a Meia-maratona. Recorde-se que Chelimo ganhou a corrida em 2015.

«Estou muito feliz por estar aqui. Esta será a minha primeira Meia-maratona do ano.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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