Organização erra o caminho e líderes da Maratona de Veneza perdem a prova

A Maratona de Veneza ficou marcada por um erro da organização, que conduziu os primeiros colocados da prova por um caminho errado, um erro aproveitado pelo italiano Eyob Faniel, que acabou por ganhar a corrida.

 

No quilómetro 24, os atletas foram conduzidos por um trajeto incorrecto, após cerca de 1h15 de prova. No total, seis corredores foram induzidos em erro, precisamente os seis atletas que lideravam a corrida e lutavam pelo primeiro lugar.

Ao longo de alguns segundos é visível ver a estupefação dos maratonistas, que verificam que o caminho não pode ser o da prova. Alguns chegam inclusive a abrir os braços, não compreendendo o que está a acontecer.

Como consequência, nenhum dos seis primeiros colocados até então, entre eles Abdulahl Dawud, Gilbert Kipleting, Kipkemei Mutai e David Kiprono Metto, conseguiu recuperar, ficando afastados do pódio da prova após perderem decisivos dois minutos.

 

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O erro da organização foi aproveitado pelo eritreu naturalizado italiano Eyob Faniel, que assumiu a liderança da corrida no km 25 e acabou por ganhar a “Venicemarathon” após cruzar a emblemática Praça de São Marcos com o tempo de 2h12m16. O atleta registou assim um recorde pessoal. Nas posições seguintes ficaram o eritreu Mohammed Mussa (2h15m14) e o marroquino Tarik Bemaarouf (2h16m40). De referir que o último italiano a ganhar a prova aconteceu há 22 anos, concretamente Danilo Goffi, que, em 1995, terminou a prova com o registo de 2h09m26. 

 

Eyob Faniel vence a Maratona de Veneza
Eyob Faniel vence a Maratona de Veneza

 

Gedo Utura vence a Maratona de Veneza

Na prova feminina, a vencedora foi a etíope Gedo Sule Utura, com o tempo de 2h29m04, cerca de cinco minutos mais rápida do que o seu até então melhor tempo pessoal. Foi a quinta vitória da etíope na “Venicemarathon”. Atrás ficaram a queniana Priscah Jepeting Cherono (2h41m08) e a etíope Aynalem Woldemichael (2h42m12).

 

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A Maratona de Veneza contou com cerca de 8000 atletas a correr na prova principal, enquanto outras 5700 correram os 10 quilómetros.

Clique aqui e veja o inesperado momento que marcou a Maratona de Veneza.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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