Birhanu Legese e Ruti Aga vencem a Maratona de Tóquio

Num dia marcado pela chuva, os etíopes Birhanu Legese e Ruti Aga foram os grandes vencedores da Maratona de Tóquio, a primeira do ano da Abbott World Marathon Majors, evento que reúne as seis principais Maratonas do Mundo.

 

Na prova masculina, tudo ficou decidido no 31.º quilómetros. Antes, na Meia-maratona, 10 atletas sonhavam com o triunfo (1h02m02-1h02m05). No entanto, oito ficaram para atrás e apenas Birhanu Legese e Bedan Karoki conseguiram manter o ritmo, com o primeiro a disparar depois do 30.º quilómetro, jamais sendo depois apanhado, com o etíope tendo como meta o recorde da prova, de 2h03m58, de Wilson Kipsang, feito que não conseguiu: 2h04m48. Nas posições seguintes ficaram os queniano Bedan Karoki (2h06m48) e Dickson Chumba (2h08m44). O primeiro japonês foi Kensuke Horio, com 2h10m21.

Após duas Maratonas com posições acima do sexto lugar, Legese finalmente venceu na distância, um triunfo que muitos especialistas acreditavam que aconteceria mais cedo ou mais tarde. Recorde-se que o etíope é responsável pela terceira melhor estreia de sempre na Maratona (2h04m15 na Maratona de Dubai, no ano passado).

 


Na prova feminina, Ruti Aga venceu a sua primeira maratona. A primeira metade da prova foi realizada em 69m44. Mais emocionante do que a prova masculina, a etíope apenas assegurou a sua estreia no lugar mais alto do pódio nos quilómetros finais, com o tempo de 2h20m40. Nas posições seguintes ficaram as etíopes Helen Tola (2h21m01) e Shure Demise (2h21m05). Mao Ichiyama, de 21 anos, com 2h24m33, foi sexta e alcançou o “título” de melhor atleta local.

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Aga tem o oitavo tempo da história (2h18m34) e já tinha terminado em segundo lugar por três vezes nas Majors. Antes da Maratona de Tóquio, a etíope era a única das 31 mulheres Sub-2h20 que nunca havia vencido uma Maratona.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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