Otazo correu a Maratona de Miami com 13,5 quilos de lixo nas costas

Com 13,5 quilos de lixo nas costas e cerca de 10 horas depois do seu início, Andrew Otazo terminou a Maratona de Miami exausto, mas com o objetivo cumprido: chamar a atenção para a luta contra o lixo, especialmente na Reserva Natural Bear Cut, em Key Biscayne, Estados Unidos.

«Eu tenho a melhor desculpa do mundo para terminar em último: corri com um saco de lixo de 13,5 quilos nas costas», afirmou o maratonista à Runner’s World. Otazo terminou a Maratona de Miami completamente exausto, após 9h50 de corrida (tempo limite da prova de 6h00), num esforço que, confessou, não esperava que fosse tão intenso, apesar de já ter corrido Maratonas no passado.

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Otazo correu os 42,195 km com 13,5 quilos de lixo às costas, todo ele levantado na Reserva Natural Bear Cut, a leste de Miami. No ano passado, o corredor e um amigo começaram a limpar o local nas marés baixas. Desde então, recolheu cerca de 3 toneladas de lixo, principalmente de plástico, peças de carros e «uma quantidade enervante» de roupas íntimas.

Andrew Otazo duvidou das dores que sentiu na Maratona de Miami

Sobre a prova, Otazo revelou que começou a sofrer em demasia a partir da sétima hora, quando as suas habilidades cognitivas começaram a falhar, revela à Runner’s World, que adianta que, nos quilómetros finais, mesmo com a ajuda dos seus amigos, não conseguiu nem mesmo completar uma frase, tal a sua fadiga.

As fotos de Andrew Otazo na Maratona de Miami

«Não há comparação com a pior corrida que já corri», afirmou Otazo, que completou a sua sexta Maratona. «Chegou a um ponto em que eu não sabia se estava a inventar o quanto de dor sentia. Foi como se o meu corpo não soubesse como registar a dor.»

De referir que a Maratona de Miami fez parte de uma campanha de arrecadação de fundos promovida por Otazo para a Miami Waterkeeper, organização sem fins lucrativos do sul da Flórida. O maratonista arrecadou cerca de 6000 euros, que serão utilizados para a limpeza de praias e manguezais, mas também para a luta contra os plásticos descartáveis.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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