Conheça as razões da Maratona de Lisboa terminar na Praça do Comércio

Agendada para o próximo dia 15 de outubro, a Rock ‘n’ Roll Maratona de Lisboa terá um novo percurso e um novo final, concretamente na Praça do Comércio. O organizador do evento, Carlos Móia, justificou a alteração.

 

«Esta alteração de percurso e final deve-se basicamente a dois fatores. O primeiro é as pessoas estarem já cansadas do percurso. Os atletas, após quatro, cinco anos, não voltam a correr uma mesma prova com o mesmo trajeto, estão cansados do mesmo. É natural, acontece aqui e em todo o lado. Também lá fora as Maratonas ganham, de tempos a tempos, novos percursos», afirmou Carlos Móia aos Corredores Anónimos. «O segundo motivo é querermos que a Maratona seja mais rápida para todos. Na Expo, chegava um momento em que o percurso afunilava, atrasando os corredores.»

Carlos Móia também fez questão de salientar que é importante para a prova terminar na zona nobre da cidade.

«Onde terminam as maratonas de Paris, Londres ou Nova Iorque, por exemplo?», questionou. «Não fazia muito sentido a Rock ‘n’ Roll Maratona de Lisboa não findar no centro de Lisboa. Faz sentido a Maratona entrar no seu último quarteirão e termos o Arco da Rua Augusta, termos o rio ao fundo, por exemplo.»

O responsável pelo Maratona Clube de Portugal defende portanto que a prova terminará num «sítio mais bonito», como acontece com a Meia-maratona, que termina em Belém.

«Depois, há de salientar que os participantes têm logo ali todos os meios de transporte disponíveis. Metro, autocarros, mais adiante o barco e o comboio. A Rock ‘n’ Roll Maratona de Lisboa é das poucas a nível mundial que oferece gratuitamente o transporte público e terminar na Praça do Comércio facilitará a vida de milhares de pessoas.»

LEIA TAMBÉM
Parque das Nações já não receberá a final da Maratona de Lisboa

Em relação a Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Móia revelou ter recebido todo o apoio do atual presidente, que ficou «bastante satisfeito» com esta alteração, revelando inclusive que Fernando Medina foi um dos responsáveis pela ideia.

Móia disse também que vai tentar manter o estatuto de Golden Race da IAAF, numa altura em que a entidade que rege o Atletismo Mundial está a «endurecer» os seus critérios, cada vez mais exigentes. «Há uma grande rigidez da IAAF, mas vamos continuar a ser Gold, o maior estatuto da entidade em termos organizacionais. Sempre procuramos melhorar a prova, é algo presente na nossa organização».

O responsável pelo Maratona Clube de Portugal salientou que pretende desvendar o novo percurso da Rock ‘n’ Roll Maratona de Lisboa esta semana, para satisfação de milhares de corredores, que anseiam conhecer o novo trajeto da corrida. Agora, com uma nova cara…

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos