Maratona de Boston: Yuki Kawauchi surpreende e vence

A surpresa aconteceu na tradicional Maratona de Boston, com o triunfo do japonês Yuki Kawauchi, o atleta amador mais conhecido do mundo.

 

Yuki Kawauchi superou o queniano Geoffrey Kirui, vencedor da prova no último ano, nos últimos quilómetros e terminou com o tempo de 2h15m58. É o primeiro japonês a vencer a corrida após 31 anos. Nas posições seguintes ficaram o queniano Geoffrey Kirui (2h18m23) e o norte-americano Shadrack Biwott (2h18m35). 

Yuki Kawauchi vence a Maratona de Boston
Yuki Kawauchi vence a Maratona de Boston

Esta foi a quarta maratona de Kawauchi em 2018, a 81.ª deste a sua estreia, em 2009, um caso realmente único no Mundo da Corrida.

«Estas são as melhores condições para o meu tipo de corrida», afirmou o nipónico.

Até ao momento, Yuki Kawauchi correu, desde 2009, 81 maratonas, alcançando os seguintes resultados:

3 Sub-2h09
12 Sub-2h10
20 Sub-2h11
26 Sub-2h12
41 Sub-2h13
49 Sub-2h14
55 Sub-2h15
65 Sub-2h16
70 Sub-2h17
74 Sub-2h18
78 Sub-2h19
79 Sub-2h20

Melhores marcas por ano

2009 – 2h17m33 (13.º em Fukuoka)
2010 – 2h12m36 (4.º em Tóquio)
2011 – 2h08m37 (3.º em Tóquio)
2012 – 2h10m29 (6º em Fukuoka)
2013 – 2h08m14 (4º em Seul)
2014 – 2h09m36 (9º em Hamburgo)
2015 – 2h12m13 (2º em Zurique)
2016 – 2h09m01 (2º em Gold-Coast)
2017 – 2h09m18 (3º em Gold-Coast)
2018 – 2h011m46 (1.º em Kitakyushu Marathon)

Desiree Linden repete o feito de Yuki Kawauchi e também surpreende na Maratona de Boston

Na prova feminina, triunfo local, com a norte-americana Desiree Linden a vencer a Maratona de Boston após 33 anos. O seu tempo final foi de 2h39m54.  Atrás ficou a compatriota Sarah Sellers (2h44m04) e Krista Duchene, do Canadá (2h44m20)

«Não sei o que dizer», afirmou no final.

A Maratona de Boston, a segunda Major do ano, ficou marcada pela forte chuva e vento, dificultando ainda mais o seu trajeto, só de si complicado.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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