Kipsang falha recorde do Mundo da Maratona mas faz brilhante corrida com recorde da prova

Os quenianos Wilson Kipsang e Sarah Chepchirchir foram os grandes vencedores da Maratona de Tóquio, a primeira prova das majors Marathon do presente ano. Ambos alcançaram o recorde da prova, embora Kipsang tenha falhado do recorde do Mundo, o seu principal objetivo.

Os organizadores da Maratona de Tóquio alteraram este ano o percurso da prova e tornaram o mesmo mais plano, procurando deste modo alcançar um eventual registo mundial. A decisão foi acertada, embora não tenham alcançado o objetivo.

Largada da Maratona de Tóquio

Largada da Maratona de Tóquio

Apesar do tempo de Dennis Kimetto não ter caído (2h02m57, Berlim 2014), a verdade é que, até aos 35 km, tal esteve para acontecer, já que Kipsang manteve a passada do recorde do mundo na sua corrida. Após um excelente trabalho das lebres até o quilómetro 30, o queniano foi obrigado a assumir as despesas da prova, já que Dickson Chumba (2h06m25) não conseguiu aguentar o ritmo e acabou inclusive por ser ultrapassado posteriormente por Gideon Kipketer (2h05m51). Já Kipsang, detentor de duas marcas mundiais do Top 10 da Maratona (quarta, com 2h03m13 em Berlim 2016, e sexta, com 2h03m23 em Berlim 2013), registou 2h03m58, a corrida mais rápida na distância no Japão de todos os tempos (a anterior marca pertencia ao etíope Tsegaye Kebede: 2h05m18 na Maratona de Fukuoka 2009). Foi a quarta vez que Kipsang correu a Maratona abaixo das 2h04.

«Procurei alcançar o recorde do Mundo mas, devido a um pouco de vento, tal não foi possível», revelou o queniano à Agência de Notícias Kyodo. De referir que a Maratona de Tóquio apresentou 13 atletas abaixo da 2h10, um registo realmente notável.

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No feminino, quem brilhou foi Sarah Chepchirchir, que correu a sua terceira Maratona, primeira Majors, alcançando uma brilhante vitória com o tempo de 2h19m47, cerca de quatro minutos abaixo do seu tempo pessoal e novo melhor registo no Japão, que pertencia a japonesa Mizuki Noguchi (2h21m18, Osaka 2003). O triunfo de Chepchirchir aconteceu entre os quilómetros 30 e 35, quando correu a distância em impressionantes 15m46 (média de 03m09 por km). Apesar de Birhane Dibaba ter procurado a acompanhar, a verdade é que não conseguiu (fez mais 49 segundos que a rival na distância). A etíope segurou no entanto o segundo lugar com 2h21m19, enquanto a terceira posição foi para a compatriota Amane Gobena (2h23m09).

https://www.youtube.com/watch?v=lVe_YfdBtwM

Sarah Chepchirchir

Wilson Kipsang

5 km

0h16m39

0h14m15

10 km

0h33m20

0h28m50

15 km

0h50m06

0h43m34

20 km

1h06m46

0h58m05

Meia

1h10m31

1h01m22

25 km

1h23m35 1h12m47
30 km 1h40m26

1h27m27

35 km

1h56m12

1h42m27

40 km 2h12m35

1h57m29

Tempo final

2h19m47

2h03m58

Ritmo

3m19

2m56

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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