Yuki Kawauchi correu quatro Meias-maratonas em três semanas após a Maratona de Boston

Após vencer a Maratona de Boston, o japonês Yuki Kawauchi não descansou sobre os louros, como era de esperar. Desde 16 de abril, o nipónico já correu quatro Meias-maratonas, duas delas realizadas no último fim-de-semana.

 

Após surpreender o Mundo com o triunfo na Maratona de Boston, que representou a sua quinta vitória consecutiva nas suas cinco últimas Maratonas (alcançadas em impressionantes quatro meses, Kawauchi manteve o seu invulgar plano de provas.

Por exemplo, apenas cinco dias depois da vitória na emblemática cidade norte-americana, no dia 22 de abril, o japonês participou da Meia-maratona Gifu Seiryu, alcançando o 14.º lugar da prova, com o tempo de 1h04m35.

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No dia 28 de abril, Kawuachi correu a Sato Kaeru Half Marathon, alcançando o tempo de 1h05m56.

A Maratona de Boston foi o principal triunfo da carreira de Yuki Kawauchi até ao momento
A Maratona de Boston foi o principal triunfo da carreira de Yuki Kawauchi até ao momento

No último fim-de-semana, o nipónico correu duas Meias-maratonas em… dois dias. No sábado, participou na Kasukabe Otako Half Marathon, terminando na segunda posição com o tempo de 1h05m45.

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No dia seguinte, 5 de maio, domingo, Kawauchi foi mais longe e venceu a Toyohirakawa Half Marathon, terminando a corrida em 1h06m39.

Yuki Kawauchi será profissional no próximo ano

Ou seja, Yuki Kawauchi, após a Maratona de Boston e em apenas três semanas, participou em quatro Meias-maratona, alcançando tempos entre 64 e 66 minutos, comprovando ser em definitivo um atleta, ainda amador, diferenciado de tudo e todos.

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«Ainda amador» porque Yuki Kawauchi, de 31 anos, já revelou que vai ser corredor profissional em 2019. Recorde-se que o nipónico é funcionário público e trabalha numa escola de Saitama. Segundo os media, o japonês estava impedido de ter patrocínios e receber quotas de participação por ser funcionário público, uma situação que Kawauchi chegará ao fim no próximo ano, muito devido ao prémio recebido com a vitória em Boston.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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