Kawauchi ficou em segundo e pediu desculpa pelo seu tempo

Uma semana depois de ter corrido a Maratona de Nova Caledonia, o japonês Yuki Kawauchi ficou em segundo na Wakkanai Heiwa Marathon, no domingo. No entanto, o nipónico, corredor amador e vencedor da Maratona de Boston, pediu desculpa pelo seu tempo, o pior de sempre na sua carreira.

 

Estreante na distância, Keita Shioya foi o grande vencedor da Wakkanai Heiwa Marathon, com o tempo de 2h24m00, 55 segundos mais rápido do que o grande ídolo local e principal favorito, Kawauchi, que alcançou o seu pior tempo na distância (o anterior era de 2h24m10), um resultado que, obviamente, dececionou o ainda corredor amador (será profissional no próximo ano).

«Sinto-me envergonhado com o meu tempo! Defraudei todos os meus fãs, além das pessoas que estiveram aqui para assistirem a minha corrida», afirmou no final.

Há uma semana, com saída e meta no Hipódromo Henri Milliard, Kawauchi alcançou o tempo de 2h18m18.

Shioya ultrapassou Kawauchi no quilómetro 40

O triunfo de Shioya ocorreu concretamente no quilómetro 40 (2h16m40), aquando finalmente ultrapassou Kawauchi, que não conseguiu acompanhar o depois vencedor da prova nos dois últimos quilómetros (e 195 metros…).

Recorde-se que o nipónico correu este ano a sua oitava Maratona. O seu melhor tempo em 2018 foi de 2h011m46, quando ganhou a Kitakyushu Marathon.

Yuki Kawauchi é uma referência no Japão
Yuki Kawauchi é uma referência no Japão

Desde 2009, Yuki Kawauchi correu 85 Maratonas até ao momento, alcançando os seguintes resultados:

3 Sub-2h09
12 Sub-2h10
20 Sub-2h11
26 Sub-2h12
41 Sub-2h13
49 Sub-2h14
56 Sub-2h15
66 Sub-2h16
71 Sub-2h17
75 Sub-2h18
80 Sub-2h19
81 Sub-2h20

Melhores marcas por ano

2009 – 2h17m33 (13.º em Fukuoka)
2010 – 2h12m36 (4.º em Tóquio)
2011 – 2h08m37 (3.º em Tóquio)
2012 – 2h10m29 (6º em Fukuoka)
2013 – 2h08m14 (4º em Seul)
2014 – 2h09m36 (9º em Hamburgo)
2015 – 2h12m13 (2º em Zurique)
2016 – 2h09m01 (2º em Gold-Coast)
2017 – 2h09m18 (3º em Gold-Coast)
2018 – 2h011m46 (1.º em Kitakyushu Marathon)

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos