João Oliveira em busca da quarta vitória consecutiva da Ultra San Remo-Milano

Vencedor de três de quatro edições, o português João Oliveira confirmou a sua presença na V Ultra San Remo-Milano, entre 28 e 30 de abril, 285 km de uma prova que ganha cada vez mais relevo na Europa.

 

«Il campione!», podemos ler na página do Facebook da organização da Ultra San Remo-Milano. Não é para menos, já que João Oliveira só não alcançou o primeiro lugar da prova em 2014, quando foi obrigado a abandonar, precisamente na primeira edição da corrida que é cada vez mais procurada por corredores, num percurso que é emblemático para o ciclismo, tudo devido a clássica San Remo-Milano.

João Oliveira faz a capa da página do Facebook da Ultra San Remo-Milano
João Oliveira faz a capa da página do Facebook da Ultra San Remo-Milano

Depois do “fiasco” de 2014, João Oliveira, nos três anos seguintes, e como se tratasse de um grito de ira diante do seu abandono na primeira edição, alcançou três vitórias consecutivas, obtendo o recorde da prova em 2016 (na primeira edição, o vencedor foi Michele Graglia, com o tempo de 31h49):

2015: 30h15
2016: 29h08
2017: 31h28

 

www.ultramilanosanremo.it

www.ultramilanosanremo.itOggi, prima tappa a Sanremo per entrare nel vivo dell'organizzazione della più lunga ultramaratona non-stop d'Europa. Le premesse sono positive, i risultati saranno ULTRA!BE ULTRA!

Publicado por Ultramilano-Sanremo em Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018

 

A edição deste ano da Ultra San Remo-Milano deverá ser uma das mais fortes de sempre, como já referiu a organização, que fez questão no entanto de dar o devido destaque a inclusão de João Oliveira no lote de participantes, tudo devido ao historial do ultramaratonista nacional na prova.

Ultra San Remo-Milano com cinco barefoot

Este ano, a Ultra San Remo-Milano terá uma curiosidade, já que cinco atletas vão correr os 285 quilómetros descalços, cujo tempo limite é de 48 horas. Ercole La Manna, Paola Coccato, Folco Terzani, Sara Enge e Paola Corini formam a equipa “Feel Free”, todos “vegans”, que correrão de forma solidária, já que o objetivo é arrecadar fundos a favor de instituições que acolhem animais abandonados, explorados ou maltratados, concretamente o L’Oasi “I Musicanti di Brema” e Rifugio “Capra Libera Tutti”.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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