Joan Benoit volta a brilhar em Boston após 40 anos

Toda Maratona tem uma história, ou melhor, várias histórias. A de Boston não foi diferente. Uma das principais foi protagonizada pela norte-americana Joan Benoit, de 61 anos, vencedora da prova em 1979 e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Ontem, superou o recorde do Mundo da sua categoria (não homologado, já que o percurso não corresponde às normas da IAAF), com um tempo de fazer inveja a qualquer corredor mais jovem, profissional ou amador.

Em 1979, Joan Benoit correu a Maratona de Boston em 2h22m43, na altura recorde da corrida e primeira mulher a correr a distância em menos de 2h25. Ontem, segunda-feira, 40 anos depois do seu feito, e com o dorsal número 1979, a norte-americana terminou a corrida com o tempo de 3h04m00, um registo que não deixou ninguém indiferente, nem mesmo a própria, que não escondeu a sua surpresa.

«Estar aqui depois de 40 anos e ser capaz de correr uma Maratona é só por si algo incrível. Duvidei que seria capaz no início, mas, com o decorrer da corrida, sentia-me cada vez melhor. Sinto-me abençoada», afirmou Joan Benoit, também vencedora de Boston em 1983, com o registo de 2h22m43.

Além do resultado de ontem, o grande feito de Joan Benoit foi alcançado em 1984, quando ganhou a Maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, com o tempo de 2h21m21, numa prova que ficou marcada pela desesperante chegada da suíça Gabriela Andersen-Schiess e o terceiro lugar de Rosa Mota.

Los Angeles 1984 acolheu a primeira Maratona feminina olímpica (em nove edições, a norte-americana sustenta o quarto tempo de sempre), com 50 atletas oriundas de 28 países. Além de Rosa Mota, Portugal teve a participação de Rita Borralho e Conceição Ferreira.

LEIA TAMBÉM
Japonesa de 60 anos Hiromi Nakata vence a The Tottori Marathon

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos