Jéssica Augusto: «Surpreende ver atletas de categoria mundial correr apenas para ganhar»

Melhor portuguesa na EDP Meia-maratona de Lisboa, Jéssica Augusto condenou a atitude de alguns atletas de renome mundial, que apenas se limitam a correr para ganhar…

 

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Jéssica Augusto terminou a EDP Meia-maratona de Lisboa na sétima posição, com o tempo de 1h10m38. Um tempo que deixou a portuguesa satisfeita com o seu resultado. No entanto, a atleta do Sporting não ficou contente com as suas rivais de maior renome…

«Saio muito satisfeita com o resultado, já que o objetivo era correr rápido e sentir-me bem na corrida. Tive de assumir o comando da corrida logo no primeiro quilómetro, já que a prova estava muito lenta. Surpreende às vezes ver atletas de categoria mundial, convidadas para estarem cá, limitarem-se a correr para ganhar. Acho que elas poderiam correr mais rápido, correr para a marca, o que acabava por ajudar um pouco», referiu à RTP.

Jéssica Augusto acredita que poderia ter alcançado um melhor tempo caso isso acontecesse. A verdade é que tal não sucedeu e o ritmo “pedido” pela portuguesa surgiu apenas no km 16, quando o ataque das rivais tomou forma.

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«Fiz a minha prova, geri o meu esforço. Quando elas atacaram, no km 16, encontrei-me sozinha no retorno e acabei por pagar a fatura por estar sozinha, apanhando algum vento. Mas estou satisfeita com o resultado. A preparação para a Maratona de Hamburgo, em abril, está a correr pelo melhor

A opinião de Jéssica Augusto foi partilhada por Carlos Móia, que admitiu na conferência de imprensa estar desiludido.

«O calor acabou por ter alguma influência, mas esperava muito da corrida feminina. A primeira parte foi um passeio e assim não foi alcançado o tempo que esperava. O tempo não é digno da Meia-maratona de Lisboa. Esperava francamente melhor porque estiveram das melhores atletas do mundo aqui.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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