Japonesa de 60 anos Hiromi Nakata vence a The Tottori Marathon

Na sua 12.ª edição, a The Tottori Marathon ficou marcada pelo inesperado triunfo de Hiromi Nakata, corredora com 60 anos. No total, a prova contou com 3717 atletas e teve 3459 finalistas, ou seja, 93,1% dos participantes da corrida concluíram os 42,195 km.

 

Nakata cortou a meta com o tempo de 3h12m44. No final, a nipónica confessou que ficou surpreendida com a vitória, ainda mais por ter parado no WC nos quilómetros inicias da prova. Todavia, e graças ao «método de respiração do ator Kankuro Nakamura», a verdade é que Nakata conseguiu reencontrar o seu ritmo de corrida e acabou por ganhar a prova, algo que causou enorme surpresa no Japão.

«Durante a corrida não tinha a mínima ideia de que estava na primeira posição. Quando vi que a organização estava a colocar a fita do primeiro lugar nos metros finais da prova, pensei: “Não acredito!”.»

Apesar da surpresa, Nakata não é uma desconhecida do público japonês, já que, há dois anos, registou o melhor tempo de sempre para uma atleta com 58 anos, concretamente 3h05m02.

A jardineira Hiromi Nakata

A nipónica revelou ao Japan Running News que os seus treinos resumem-se ao trabalho no jardim, de manhã, e corridas entre 30 e 60 minutos nos trilhos e estradas montanhosas ao redor da sua casa. Nakata disse ainda que corre cerca de 300 km por mês.

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«Ao trabalhar no meu jardim, acabo por exercitar todo o meu corpo, sinto que exercito músculos que geralmente não são muito utilizados. Talvez isso também ajude a minha corrida.»

Nakata revelou também que costuma correr 10 sprints de 100 metros numa ladeira, apesar de não gostar desse trabalho específico.

«A The Tottori Marathon tem colinas no início, no meio e perto do fim. Foi devido a estes sprints e aos meus treinos regulares nas montanhsas que consegui manter a velocidade na corrida. E a verdade é que 100 metros não é muito…»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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