Gene Dykes correu uma Maratona em menos de 3h00. Com 70 anos…

O norte-americano Gene Dykes é o novo recordista mundial da Maratona na categoria Sub-70. Em Jacksonville, na Flórida, correu a distância em 2h54m23. Com… 70 anos!

 

O recorde estava na posse do canadiano Ed Whitlock desde 2004 (na altura com 73 anos), o que demonstra a grandeza do tempo alcançado por Gene Dykes, que correu os 42195 metros a um ‘pace’ médio de 4m08 por quilómetro.

De referir que o norte-americano correu recentemente a Maratona de Roterdão (2h57m43) e a Maratona de Toronto em outubro, alcançando o tempo de… 2h55m17. Além de correr no início do mês uma Ultramaratona de 50 quilómetros. Ou seja, estamos definitivamente perante um corredor acima da média.

Em Jacksonville, o norte-americano cruzou a Meia-maratona com o tempo de 1h26m56, superando finalmente o recorde do já falecido Ed Whitlock.

«Comecei a ter cãibras quando faltavam cerca de 3,5 km para o término, não muito fortes, mas suficientes para passar mal. Quando faltavam apenas 400 metros para a meta, tive uma cãibra muito forte e fui obrigado a parar e a esperar que ela desaparecesse. Não conseguia caminhar.»

Gene Dykes tem o recorde da Maratona de Boston

De referir que Gene Dykes começou a correr Maratona aos 58 anos. No entanto, os recordes só começaram a aparecer no ano passado, todos em pista: 15 km, 10 km, 10 milhas, 20 km, 25 km, 30 km e 20 milhas. Um dos seus feitos foi ter sido uma das 13 pessoas a correr a “tripla coroa” de 200 milhas de Ultramaratonas por pista em 2017, “evento” composto pela Bigfoot 200, Tahoe 200 e Moab 240, sendo o atletas mais velho de todos os participantes.

Este ano, na Maratona de Boston, Dykes correu a tradicional prova em 3h16, novo recorde da sua categoria.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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