Galen Rupp supera o seu recorde pessoal e vence a Maratona de Praga

Após desistir em Boston há cerca de 15 dias, o norte-americano Galen Rupp, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, venceu este domingo a Maratona de Praga, melhorando o seu recorde pessoal em cerca de três minutos.

 

Se Boston apresentava temperaturas baixas, vento e muita chuva, em Praga foi precisamente o contrário, com o bom tempo a ajudar os corredores, especialmente Rupp, numa clara demonstração do norte-americano, hoje um dos poucos atletas que conseguem lutar com os africanos na distância.

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O menino querido dos Estados unidos terminou a prova com o tempo de 2h06m07, numa corrida bastante tática com Sisay Lemma, da Etiópia. Só nos últimos dois quilómetros que Rupp fugiu ao adversário, num ataque que o etíope não conseguiu acompanhar, terminando a corrida com o tempo de 2h07m02. Recorde-se que Lemma correu a Maratona do Dubai no passado mês de janeiro em 2h04m08.

«A corrida contra Lemma foi muito dura. É um excelente maratonista. Atacávamos frequentemente e ele jamais desistiu. Foi uma batalla duríssima e estou feliz por ter ganho», afirmou Rupp à CT24.

Galen Rupp no Top 3 dos Estados Unidos

O tempo de Rupp é o terceiro mais rápido de sempre de um atleta dos Estados Unidos, apenas atrás de Ryan Hall (2h04m58) e Khalid Khannouchi (2h05m38), embora o registo de Hall tenha sido alcançado na Maratona de Boston, percurso que não é reconhecido pela IAAF devido ao desnível entre o início e fim da corrida. No entanto, não podemos ignorar que Khannouchi nasceu em Marrocos, representando o seu país até os 29 anos, aquando recebeu a cidadania norte-americana.

O melhor tempo de Galen Rupp antes de Praga era de 2h09m20, o que comprova a sua excelente marca. Todavia, e apesar do seu registo, o norte-americano não conseguiu superar o melhor tempo da prova, que continua a ser de 2h05m39.

Na prova feminina, o triunfo foi para a queniana Bornes Jepkirui, com o tempo de 2h24m19.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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