Galen Rupp supera black power e vence Maratona de Chicago

Galen Rupp, com recorde pessoal, foi o vencedor da Maratona de Chicago, uma das seis Majors do ano. Desde 1982 que um norte-americano não alcançava um triunfo na prova.

 

Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e segundo colocado na Maratona de Boston, ambos resultados alcançados em 2016, Rupp cortou a meta com o tempo de 2h09m20, para delírio do público local, que não comemorava uma vitória de um norte-americano desde 1982.

Numa corrida extremamente tática, Rupp atacou nos últimos cinco quilómetros, deixando para trás o queniano Abel Kirui, vencedor do ano passado, que terminou com o tempo de 2h09m48, e o também queniano Bernard Kipyego (2h10m23). O norte-americano correu os últimos 2,195 km em 6m12, o final mais rápido de sempre, um “sprint” decisivo para o triunfo de Rupp.

A desilusão da corrida foi o recordista do Mundo, Dennis Kimetto (2h02m57), que mais uma vez não terminou uma prova, assim como o compatriota Stanley Biwott, que abandonou a prova entre o quilómetro 25 e 30.

 

    O penúltimo e último vencedor da Maratona de Chicago, Khalid Khannouchi e Galen RuppO penúltimo e último vencedor da Maratona de Chicago, Khalid Khannouchi e Galen Rupp

 

Na prova feminina, domínio absoluto da etíope Tirunesh Dibaba, com 2h18m30. Atrás ficaram a queniana Brigid Kosgei (2h20m22) e a atelat local Jordan Hasay (2h20m57), que alcançou o segundo melhor tempo de sempre de uma atleta norte-americana na distância.

 

Dibaba vence a edição de 2017 da Maratona de Chicago
Dibaba vence a edição de 2017 da Maratona de Chicago
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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