Fraude na Maratona de Nova Iorque coloca a 1.ª mulher a correr oficialmente Boston na segunda posição

A fraude é hoje um dos grandes problemas das organizações das provas, algo que afeta inclusive as grandes organizações, como é o caso da Maratona de Nova Iorque. Dois casos de atletas a correrem com dorsais alheios foram recentemente divulgados. Num deles, Kathrine Switzer, a primeira mulher a correr oficialmente a Maratona de Boston, em 1967, subiu uma posição na classificação da sua categoria.

 

Na categoria 70-74 anos, a classificação geral da Maratona de Nova Iorque foi a seguinte:

XXXX (70) USA – 4h21m01

Liz Burger (70) USA – 4h39m19

Kathrine Switzer (70) USA – 4h48m21

No entanto, o site marathoninvestigation.com revelou a foto da primeira colocada, claramente com uma idade inferior aos 70 anos.

Com isso, a até então vencedora foi desqualificada, com o triunfo a pertencer a Liz Burger, com Switzer, uma referência mundial por ter sido a primeira mulher a correr oficialmente a Maratona de Boston, em 1967 (leia aqui), a assegurar o segundo lugar (além dos prémios monetários inerentes a estes casos). Na terceira posição ficou Misae Taniguchi, do Japão, com o tempo de 4h52m34.

Corredor ou corredora?

Mas o marathoninvestigation.com revela outro caso, novamente com um atleta a correr com o dorsal de outro, provavelmente para alcançar uma qualificação que jamais alcançaria em prova.

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Tudo aconteceu na categoria feminina 60-64 anos, num caso ainda mais insólito. Na Maratona de Paris, o tempo alcançado pela suposta corredora do dorsal 64709 foi de 6h25m15. Todavia, na Maratona de Nova Iorque, dita corredora alcançou o impressionante tempo de 3h37m12, ou seja, quase 3h00 a menos do resultado alcançado na capital de França, um excelente tempo para a categoria 60-64 anos.

Só isso já era mais do que suspeito. Mas, após uma investigação, o site marathoninvestigation.com revelou a foto da portadora (???) do dorsal 64709…

 

De referir que a organização da Maratona de Nova Iorque pune para sempre os atletas que cometem fraudes na prova. Uma punição que não impede que as mesmas aconteçam…

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Pedro Alves

Pedro Alves

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