A profissionalização da falsificação de dorsais

Devido ao boom da corrida um pouco por todo o mundo, inclusive em Portugal, para muitos fica caro participar nas principais provas. Depois da tentativa de correr sem dorsal, começa a surgir as primeiras falsificações de dorsais, como aconteceu na recente Maratona de Madrid, que decorreu no domingo e teve como vencedores a queniana Elizabeth Rumokol (2h33m55) e o etíope Bonsa Dida (2h10m16).

 

O escândalo aconteceu quando, nas rede sociais, começou a circular fotos do corredor do dorsal 2626, de nome Juanito. O problema é que, no site oficial da corrida, o dorsal 2626 é atribuído a Guillermo Alonso Barquilla, que concluiu a prova com o tempo de 3h36m25.

Mas há mais, já que o alegado Juanito multiplica-se por uma infindável de pessoas, como podemos verificar nas fotos abaixo. É de referir que grande parte dos “Juanitos” são de um clube de corrida, “La Panda del Muro de Hortaleza”, como podemos verificar através das suas camisolas, um grupo patrocinado pelo “Grupo Cibeles”, revela o corriendovoy, que escreve:

«Curiosamente, o corredor 2576 é o gerente da dita empresa, a qual se dedica ao Marketing direto e parece que possui potentes fotocopiadoras e impressoras…».

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De referir que há outros exemplos de outros dorsais falsificados na mesma prova.

Ou seja, além dos “penetras”, as organizações têm agora de encontrar um modo de evitar a proliferação desta profissionalização da falsificação de dorsais…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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