Falhada a tentativa de correr a Maratona em menos de 2h00

A tentativa de correr a Maratona em menos de 2h00 do projeto Breaking2, da Nike, não foi alcançada. Das três estrelas do evento, que decorreu no Autódromo de Monza, em Itália, apenas o campeão olímpico Eliud Kipchoge esteve próximo do objetivo. Muito próximo…

 

Kipchoge terminou a corrida com o tempo de 2h00m25, o que seria recorde do Mundo caso a federação internacional homolgasse o registo (atualmente é de 2h02m57), o que não acontecerá por não respeitar as suas regras (a começar pelas sapatilhas utilizadas, que beneficiam a passada).

De referir que o queniano correu cerca de 30 quilómetros a um ritmo de 2m50/km, o que significaria o grande objetivo do evento,  correr a distância em menos de 2h00, um evento que englobou (e engloba…) cerca de 60 profissionais entre engenheiros, biomecânicos, físicos e analistas de dados, entre outros, oriundos da Nike Sports Research Lab.

«Talvez numa próxima vez… Mas posso dizer que é possível a um humano correr a maratona em menos de duas horas», afirmou Eliud Kipchoge.

O vencedor da Maratona de Boston por duas vezes Lelisa Desisa e o recordista do Mundo da Meia-maratona Zersenay Tadese desistiram do ritmo das 2h00 próximos do minuto 50. De referir no entanto que Tadese terminou a distância com o tempo de 2h06m51, o seu melhor tempo na Maratona. 

 

Desisa terminando a sua “prova”

A corrida foi realizada com cerca de 11 graus, uma humidade de 68% e um vento quase nulo, ou seja, condições ideais para uma prova como a Maratona. Os atletas escolhidos pela Nike, ajudados por 32 lebres, tiveram de dar 17,5 voltas a um percurso de 2,4 km.

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As parciais foram as seguintes:

 5km: 14m14
10km: 28m21
15km: 42m34
20km: 56m49
Meia-maratona: 59m57
25km: 1h11m03
30km: 1h25m20
35km: 1h39m17

40km: 1h54m04

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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