Eliud Kibet cai nos metros finais, desce do segundo para o quarto lugar e perde 1300 euros

A vida não foi fácil para Eliud Kibet na Maratona de Málaga, no domingo. O corredor caiu nos metros finais da prova e acabou por perder o segundo lugar da corrida. E um cheque de 1300 euros…

 

Os organizadores da Maratona de Málaga tinham como objetivo superar o recorde da prova, que estava na posse de John Kipkorir desde 2014, com 2h13m10. Para isso, contrataram um grupo de bons corredores africanos. O objetivo foi alcançado, já que o etíope Lemi Dumecha correu a distância em 2h11m07. De referir no entanto que os cinco primeiros colocados alcançaram o objetivo da organização, ou seja, correram abaixo do até então recorde da prova (o quinto, Hassane Ahouchar, com 43 anos, alcançou 2h12m55).

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Mas o acontecimento da prova foi protagonizado por Eliud Kibet (2h11m25), até então segundo classificado. No entanto, nos metros finais, caiu e acabou por ser ultrapassado pelos quenianos Moses Mbugua (2h11m22) e Emmanuel Kibet (2h11m24), sendo obrigado a cruzar a meta a engatinhar. Ao terminar na quarta posição, o atleta africano perdeu 1300 euros em prémios.

 

A queda de Kibet demonstra a dureza da prova, algo que nem o vencedor da corrida passou incólume, já que Dumecha, mal cortou a meta, vomitou.

Na prova feminina, vitória para a etíope Alemu Meseret, com 2h32m20. O recorde da prova não foi superado (2h31m55, de Nancy Koech, alcançado no ano passado).

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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