E finalmente caiu o recorde da portuguesa Marisa Barros na Maratona de Sevilha

Após oito anos, finalmente o recorde da portuguesa Marisa Barros na Maratona de Sevilha foi superado. A honra cabe a marroquina Kaoutar Boulaid, que venceu a prova da Andaluzia este domingo. Nota ainda para a impressionante prova masculina, com o Top 5 separado por 25 segundos.

 

Marisa Barros, que ostentava o tempo de 2h26m03 desde 2009, tempo mais rápido de Espanha até 2016, já não é a recordista da Maratona de Sevilha, já que Kaoutar Boulaid superou as favoritas etíopes e ganhou a prova com o tempo de 2h25m35. O ataque da marroquina aconteceu depois da Meia-maratona, o que causou surpresa nas suas rivais, que acreditaram que iriam conseguir apanhar a então líder nos quilómetros finais, o que não aconteceu. Nas posições seguintes do pódio ficaram Shewe Hayimanot Alemayehu (2h25m47) e Hirpa Badane (2h25m50). Ou seja, o Top 3 correu abaixo do tempo de Marisa Barros.

 

A melhor espanhola, campeã de Espanha, já que a Maratona de Espanha acolheu o Campeonato de Espanha da modalidade, foi Marta Esteban, que alcançou os mínimos para o Europeu de Berlim. A espanhola, mesmo com problemas na perna direita, terminou em sétima, com o tempo de 2h31m20. A melhor europeia foi a italiana Giovanna Epis, sexta, com 2h29m38.

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Top 5 masculino separado por 25 segundos

Na prova masculina, e num duelo a cinco, o nome em destaque foi o espanhol Javi Guerra, que conseguiu fazer frente a armada queniana. Todos juntos até o km 37, já com vista para o Estádio de La Cartuja, palco da meta. Foi quando atacou Douglas Chebii. Todavia, responderam de imediato Tuwei Dickson e Laban Kipkemboi Mutai, com o primeiro a ser o mais rápido devido a um impressionante sprint, com o tempo de 2h08m18. Mutai registou apenas dois segundos a mais, 2h08m20… No terceiro lugar ficou Andrew Ben Kimtai, com 2h08m28.

Como referido, a surpresa do dia foi o espanhol Javi Guerra, quarto da classificação geral, campeão espanhol e com tempo para participar do campeonato da Europa de Berlim no Verão, com o tempo de 2h08m33. Desde 2006 que um atleta de Espanha não alcançava um registo tão rápido, um excelente resultado para o país vizinho. Nota ainda para o italiano Stefano La Rosa, sétimo, com 2h11m08. De referir que não foi superado o recorde da prova, de 2h07m44, registado no ano passado.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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