Dejene Debela vence primeira Gold Label Marathon do ano

Primeira Maratona de 2018 a ser realizada com a distinção Gold Label da IAAF, o principal reconhecimento organizativo da entidade que rege o Atletismo mundial, o etíope Dejene Debela foi o grande vencedor da Xiamen International Marathon, numa corrida fabulosa que esperemos que sirva de exemplo para todo o ano. No feminino, um triunfo sofrido de Fatuma Sado. 

 

Dejene Debela, com um tempo pessoal de 2h07m10 (quarto lugar em Eindhoven no ano passado), terminou a prova em 2h11m22 e alcançou uma saborosa vitória, fruto da incrível luta dos seus adversários, principalmente Ayele Abshero (2h04m23 como melhor registo), Deribe Robi (2h05m58) e Tariku Bekele (medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, 2h09m33 na Maratona).

LEIA TAMBÉM
12 corridas de sonho para correr em 2018

Os quatro correram o último quilómetro juntos, com Debela a ser obrigado a um sprint para assegurar o seu triunfo, apenas confirmado nos últimos 10 metros, uma vitória que surge antes de comemorar o seu 23.º aniversário, dentro de dois dias.

Bekele terminou na segunda posição (2h11m29) e Abshero na Terceira (2h11m33), numa corrida que empolgou o público presente.

Sado vomita antes de conquistar a vitória na Maratona de Xiamen

Na prova feminina, Fatuma Sado (2h24m16 como melhor tempo) superou a forte chuva e uma dor de estômago na parte final para vencer a corrida, repetindo o feito alcançado há cinco anos. A “desilusão” da prova foi a campeã em título, Meseret Mengistu (2h23m25), que ficou aquém do esperado, concretamente na terceira posição.

O triunfo de Sado parecia ser tranquilo para todos, público e organização, tal a sua vantagem obtida ao longo da corrida. Todavia, a partir do 35.º quilómetro, a corredora começou a ter fortes dores na barriga, chegando a parar para vomitar. Com muitas dificuldades, Sado lá conseguiu vencer, com o tempo de 2h26m41.

Atrás ficaram Hirut Alemayehu (2h30m09, recorde pessoal) e a favorita Mengistu, com 2h30m15 (no ano passado cruzou a meta como primeira colocada, com o registo de 2h25m58).

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos