Contagem errada altera classificação e distâncias no Mundial 24 Horas

Realizado no último mês de julho em Belfast, na lrlanda do Norte, os resultados do Mundial 24 Horas foram retificados pela International Association Ultrarunners (IAU), o que fez com que haja um novo segundo colocado na classificação masculina.

 

A IAU contou o número de voltas errada de alguns participantes da prova e isso fez com que a distância total de vários corredores tenha sido alterada. Em relação aos três primeiros colocados da classificação masculina e feminina houve apenas alterações nos homens, com o até então terceiro colocado a ser agora o segundo. Confuso?

Segundo a primeira classificação, o sueco Joahan Steene alcançou o segundo lugar com a distância de 266,515 km, com Sebastian Bialobrzeski a terminar em terceiro, com 265,535 km. No entanto, com a nova contagem, o polaco assegurou o segundo lugar, já que, afinal, tinha corrido 267,187 km, contra os 266,515 km do nórdico.

A nova classificação não mexeu no vencedor, o japonês Yoshihiko Ishikawa. No entanto, o nipónico correu mais do que o anunciado inicialmente: 270,870 km contra os 267,566 km.

 

O cartaz do Mundial 24 Horas
O cartaz do Mundial 24 Horas

 

Na classificação feminina não houve alterações no pódio, embora tenha ocorrido diferenças em relação as distâncias. A vencedora nas duas contagens foi Patrycja Bereznowska, também da Polónia, com 259,991 km (258,339 km no anterior registo). Atrás ficaram a compatriota Aleksandra Niwinska (251,078 km nas duas contagens) e a norte-americana Katalin Nagy (250,622 km. Anteriormente tinha 248,970 km). De referir que a marca de Bereznowska é um novo registo mundial.

Os atletas correram ao redor de um circuito de 1,65 km no Victoria Park.

 

 

IAU lamenta sucedido no Mundial 24 h

Entretanto, a IAU já veio pedir desculpas pelos erros cometidos através de um comunicado na sua página, assinado pelo vice-presidente, Nadeem Khan.

«Gostaria de aproveitar a oportunidade, e em nome da IAU, para expressar o nosso arrependimento aos acontecimentos ocorridos em Belfast. Foi algo inaceitável e entendemos o stress e a frustração que causamos aos atletas, “team manager” e adeptos durante e após a corrida», podemos ler.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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